Vendas globais da BMW recuam 3,5% no 1º trimestre de 2026, mas MINI avança 6%

A BMW Group entregou 565.780 veículos entre janeiro e março de 2026, volume 3,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (queda de 20.337 unidades). A marca BMW respondeu por 496.006 emplacamentos, retração de 4,6% em relação a 2025.

Família X sustenta resultados da marca BMW

Entre os utilitários esportivos, o destaque foi o G45 X3, que avançou 18,5% e somou 77.500 unidades, já incluindo as primeiras entregas do novo BMW iX3 – primeiro modelo da plataforma Neue Klasse – iniciadas em março na Europa. A estreia nos Estados Unidos está prevista para setembro.

A linha X1/X2 manteve-se como a de maior volume, com 101.831 unidades, porém 4,4% abaixo do ano anterior. Já X5/X6 ficaram praticamente estáveis, totalizando 62.275 veículos (-0,9%).

Sedãs perdem fôlego

A gama tradicional de sedãs encolheu: Série 3/Série 4 recuou 11,8% (103.814 unidades), Série 5/Série 6 cedeu 7,0% (66.336) e Série 7/Série 8 caiu 16,5% (11.269).

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MINI em alta pelo sexto trimestre consecutivo

A MINI entregou 68.503 veículos, crescimento de 6,0% ante o primeiro trimestre de 2025 e o sexto período seguido de expansão após a renovação da linha. Countryman e Cooper seguem líderes de vendas, agora nas opções a combustão ou 100% elétricas. No trimestre, a marca despachou 24.048 veículos elétricos a bateria (BEV), alta de 5,5%, equivalentes a 35,1% do total da MINI.

Rolls-Royce desacelera 8%

A Rolls-Royce registrou 1.271 unidades no trimestre, 8,0% abaixo de 2025. O SUV Cullinan permaneceu como o modelo mais procurado. A divisão anunciou ainda a Coachbuild Collection, inaugurada pelo projeto elétrico Nightingale, limitado a 100 exemplares.

Eletrificação perde terreno fora da Europa

O grupo comercializou 87.488 veículos totalmente elétricos, queda de 20,1%. A participação dos BEVs no total caiu de 18,7% para 15,5%; considerando híbridos plug-in, a fatia eletrificada recuou de 26,9% para 23,4%.

O desempenho variou por região. Na Europa, os BEVs cresceram para 59.936 unidades e responderam por 25,3% das entregas, com pedidos para elétricos avançando mais de 60% em um ano. Já Estados Unidos e China sentiram o corte de subsídios: o mercado norte-americano encerrou incentivos federais, enquanto Pequim reduziu benefícios para elétricos, retraindo a demanda.

Mercados: Europa avança; China e Américas recuam

Na Europa, as vendas subiram 3,1%, alcançando 236.770 veículos. A Alemanha puxou o resultado com 62.582 unidades (alta de 7,0%), enquanto o Reino Unido caiu 2,2% para 46.922.

Nas Américas, o total foi de 110.057 unidades, queda de 4,0%; somente os Estados Unidos responderam por 90.883 (-4,3%).

A região da China registrou 144.072 entregas, recuo de 10,0%, embora o mercado chinês como um todo tenha encolhido 17,5% no período. Na Ásia-Pacífico, Europa Oriental, Oriente Médio e África, a Coreia do Sul se destacou com 21.297 unidades, alta de 5,9%, tornando-se o quinto maior mercado global da BMW.

Perspectiva para o resto de 2026

A montadora mantém projeção de encerrar o ano com volume semelhante às 2.463.681 unidades de 2025 e margem EBIT automotiva entre 4% e 6% (o 1º trimestre fechou em 5,0%). A expansão das entregas do iX3 e o lançamento do sedã elétrico i3, previsto para o fim do ano, são considerados decisivos para alcançar a meta.

Com informações de BMWBLOG

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