Em artigo publicado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEF-ES), o gerente de Controles Internos e SOX da ArcelorMittal FCLatam, Pedro Bontempo Cardoso, sustenta que a adoção de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) deve ser tratada como decisão estratégica, mesmo que pressione custos e margens no curto prazo.
Segundo o executivo, muitas companhias encaram a agenda ESG como obstáculo porque ela impõe controles adicionais, investimentos e restrições operacionais. Cardoso argumenta, porém, que a estratégia visa sacrificar ganhos imediatos para construir “capacidades organizacionais duradouras”, garantindo geração de valor no futuro.
Três frentes de impacto
No texto, o autor aponta três áreas em que o ESG influencia diretamente a produtividade:
- Redução de perdas: prevenção de acidentes, interrupções e crises socioambientais que não aparecem em relatórios tradicionais, mas corroem resultados reais;
- Fator humano: ambientes éticos e inclusivos diminuem a rotatividade, preservam conhecimento interno e elevam o engajamento das equipes;
- Governança: processos decisórios mais robustos reduzem erros recorrentes e ampliam a confiança de investidores, clientes e parceiros.
Cardoso admite que implementar ESG “custa caro”, porém destaca que a questão principal é quando a empresa escolhe arcar com essa despesa. Na avaliação dele, organizações que priorizam lucros imediatos transferem riscos para o futuro, enquanto aquelas que aceitam pressão inicial nos indicadores constroem produtividade “mais resiliente e sustentável”.

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O artigo conclui com uma provocação aos líderes corporativos: preferir “parecer produtivo agora” ou “continuar produtivo nos próximos anos”. O texto reflete apenas a opinião do autor e não representa, necessariamente, a posição institucional do IBEF-ES.
Com informações de Folha Vitória







