O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reconheceu nesta terça-feira (19) ter se encontrado com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na residência do banqueiro, no fim de 2025. A reunião ocorreu logo depois da primeira prisão de Vorcaro, detido em novembro daquele ano.
Segundo Flávio, o objetivo da visita foi “botar um ponto final nessa história”. O parlamentar afirmou que, naquele momento, percebeu a gravidade da situação jurídica de Vorcaro e os riscos para o projeto de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Prisão no aeroporto
Vorcaro foi preso em 20 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de São Paulo, quando tentava deixar o país em um jato particular. Permaneceu detido por cerca de dez dias e foi libertado com tornozeleira eletrônica, condição que o impedia de sair da capital paulista. De acordo com Flávio, ele voltou a se reunir com o banqueiro nesse período de monitoramento. Vorcaro voltou a ser preso no início de março deste ano.
Origem da negociação
Flávio relatou que a aproximação com Vorcaro surgiu após sugestão feita em um jantar no fim de 2024. “Um amigo comentou que conhecia alguém que já havia investido em outros filmes e me apresentou o Vorcaro”, disse o senador, sem revelar o nome do interlocutor.
Reunião no PL
As declarações foram dadas depois de um encontro de Flávio com deputados e senadores do Partido Liberal, em Brasília. A reunião serviu para explicar a divulgação de um áudio em que o parlamentar cobra recursos de Vorcaro para financiar o longa-metragem sobre Jair Bolsonaro. Flávio afirmou ter “acalmado” os correligionários.
“Estou bastante tranquilo em reafirmar que qualquer relação minha com o Vorcaro foi única e exclusivamente por causa do filme do meu pai”, declarou.

Imagem: Internet
Defesa de Campos Neto
Flávio Bolsonaro também saiu em defesa do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O senador disse ter ouvido que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a Vorcaro que aguardasse a troca de comando na autarquia, sugerindo que, com Gabriel Galípolo na presidência, a situação do Banco Master seria resolvida. Para Flávio, o episódio demonstra que Campos Neto não teve participação no caso.
O senador não comentou novos passos do projeto cinematográfico nem detalhou possíveis alternativas de financiamento.
Com informações de Folha Vitória





