Suposto hacker ligado ao governo chinês é extraditado e detido nos Estados Unidos

O cidadão chinês Xu Zewei, acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) de conduzir ataques cibernéticos em favor do governo de Pequim, foi extraditado da Itália para os EUA no sábado (25). Ele está detido no Federal Detention Center, em Houston, Texas, e pode pegar mais de dez anos de prisão caso seja condenado.

Segundo a acusação, formalizada no ano passado, Xu atuava como contratado do Ministério da Segurança do Estado (MSS) da China por meio da empresa Shanghai Powerock Network. Os promotores afirmam que, junto com o co-conspirador Zhang Yu, ele invadiu várias universidades norte-americanas no início de 2020 para furtar pesquisas sobre a pandemia de COVID-19.

A denúncia também atribui a Xu participação na campanha de ataques que explorou vulnerabilidades do Microsoft Exchange a partir de março de 2021. A ofensiva, ligada ao grupo de hackers patrocinado pela China conhecido como Hafnium — posteriormente chamado de Silk Typhoon —, teria mirado mais de 60 mil entidades nos EUA e comprometido ao menos 12.700 delas, incluindo contratadas de defesa, escritórios de advocacia, think tanks e laboratórios de doenças infecciosas.

Xu foi preso na Itália em 2025, a pedido das autoridades norte-americanas. A advogada italiana dele, Simona Candido, confirmou a extradição. Já em solo norte-americano, o advogado de defesa Dan Cogdell informou que seu cliente se declarou inocente de todas as acusações durante audiência realizada na manhã desta segunda-feira (27). O tribunal determinou que o réu permaneça sob custódia.

O DoJ divulgou nota oficial confirmando a transferência de Xu aos Estados Unidos. A Embaixada da China em Washington não comentou o caso. De acordo com o Financial Times, o Ministério das Relações Exteriores chinês se opôs à extradição e acusou o governo norte-americano de “forjar” processos.

Suposto hacker ligado ao governo chinês é extraditado e detido nos Estados Unidos - Imagem do artigo original

Imagem: Getty

Processos semelhantes têm sido movidos pelos EUA contra suspeitos de espionagem digital ligados a Pequim. Em 2022, o ex-agente de inteligência chinês Yanjun Xu foi condenado a 20 anos de prisão após ser extraditado.

Com informações de TechCrunch

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