A neobanco britânica Revolut pretende alcançar uma capitalização de mercado entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões quando decidir abrir capital, informou o Financial Times citando fontes de investidores.
A intenção de buscar uma avaliação tão elevada surge poucas semanas depois de a empresa obter licença bancária completa no Reino Unido, em março. A Revolut foi avaliada por último em US$ 75 bilhões, ante US$ 45 bilhões em 2024, durante uma venda secundária de ações que a colocou entre as empresas privadas de tecnologia mais valiosas da Europa.
O cofundador e CEO, Nik Storonsky, afirmou à Bloomberg na semana passada que o IPO deve ocorrer somente dentro de, no mínimo, dois anos. Paralelamente, segundo PitchBook e Financial Times, a companhia prepara uma nova venda secundária para o segundo semestre de 2026, que poderá elevá-la a mais de US$ 100 bilhões de valor de mercado.
Até novembro de 2025, a Revolut havia captado US$ 5,89 bilhões em investimentos, de acordo com a PitchBook. No exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, a receita atingiu US$ 6 bilhões, frente a US$ 4 bilhões em 2024. O lucro líquido subiu de US$ 1 bilhão para US$ 1,7 bilhão no mesmo período, e a base de clientes de varejo chegou a 68,3 milhões.
Fundada em 2015, a fintech oferece contas multimoeda, serviços de pagamento e transferência, produtos de criptoativos, seguros e outros. A empresa vem investindo pesadamente na expansão internacional e solicitou recentemente licença bancária nos Estados Unidos.

Imagem: Internet
Além das licenças no Reino Unido e na União Europeia, a Revolut opera na Austrália, Brasil, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia e Singapura. A companhia estreou na Índia em outubro de 2025, planeja iniciar atividades na Colômbia ainda este ano e já recebeu licença bancária no México.
A Revolut preferiu não comentar as informações.
Com informações de TechCrunch







