Centro de Treinamento Paralímpico completa uma década como referência do esporte adaptado no Brasil

São Paulo – Inaugurado em 23 de maio de 2016, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro chega aos 10 anos consolidado como uma das principais estruturas esportivas do país e marco do legado dos Jogos Rio 2016.

Da antiga Febem à moderna arena

O complexo foi erguido no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, na Vila Guarani, zona sul da capital paulista, onde antes funcionava uma unidade da antiga Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem). A construção, iniciada em 2013, durou dois anos e meio e consumiu R$ 305 milhões, sendo R$ 187 milhões do Ministério do Esporte e o restante do governo de São Paulo. O espaço soma 95 metros quadrados.

Estrutura para alto rendimento

O CT reúne quadras para tênis e basquete em cadeira de rodas, vôlei sentado, goalball, futebol de cegos e de paralisados cerebrais, além de arena multiuso, áreas para esgrima, judô, taekwondo, bocha e tênis de mesa. Há ainda piscinas olímpica e semiolímpica, pistas internas e externas de atletismo e alojamento para cerca de 300 pessoas.

Gestão do CPB até 2059

Em 2017, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) venceu licitação para administrar o centro por cinco anos; em 2024, o contrato foi prorrogado por 35 anos. A entidade transferiu seu corpo administrativo de Brasília para São Paulo. “Antes dividíamos horários em instalações convencionais; o CT transformou esse cenário”, recorda o vice-presidente do CPB, Yohansson Nascimento, dono de seis medalhas paralímpicas.

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Impacto nos resultados internacionais

Com acesso integral ao CT, o Brasil manteve 72 medalhas em Tóquio 2021, mas elevou os ouros para 22, oito a mais que na Rio 2016. Em Paris 2024, o total subiu para 88 pódios, com 25 medalhas douradas. No quadro geral, o país passou do oitavo lugar (2016) para o sétimo (2021) e entrou no top-5 em 2024. No Mundial de Atletismo de 2025, liderou a classificação, superando a China.

Formação de novos talentos

Lançada em 2018, a Escola Paralímpica de Esportes oferece iniciação gratuita a jovens de 7 a 17 anos com deficiência física, visual ou intelectual. De lá saíram atletas como a nadadora Alessandra Oliveira, campeã mundial dos 100 m peito SB4 em 2025, e o velocista João Pedro Santos, bicampeão nos 100 m e 400 m T11 no Parapan-Americano de Jovens de 2025.

Palco de competições

O Centro já recebeu mais de 2,2 mil eventos, entre eles o Parapan de Jovens 2017, o Mundial sub-23 de basquete em cadeira de rodas (2025) e, entre 15 e 24 de agosto de 2026, sediará o Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. “A infraestrutura permite organizar torneios desse porte”, destaca José Higino, presidente da Associação Brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas.

Com informações de Agência Brasil

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