Na segunda-feira, 4 de maio de 2026, a Anthropic revelou a criação de uma joint venture dedicada à oferta de serviços de inteligência artificial para empresas. Blackstone, Hellman & Friedman e Goldman Sachs serão sócios fundadores do novo negócio, avaliado em aproximadamente US$ 1,5 bilhão, segundo o Wall Street Journal. Cada um dos três parceiros, incluindo a própria Anthropic, comprometeu US$ 300 milhões no projeto.
Além dos fundadores, o empreendimento conta com apoio financeiro de gestoras e fundos como Apollo Global Management, General Atlantic, GIC, Leonard Green e Sequoia Capital. De acordo com a Anthropic, a intenção é aproveitar o capital dos investidores para acelerar a adoção de IA em suas empresas investidas, aplicando o modelo de engenheiros “forward-deployed”, popularizado pela Palantir.
Horas antes do anúncio da Anthropic, a Bloomberg divulgou que a OpenAI prepara iniciativa semelhante. Batizado de The Development Company, o plano da OpenAI busca captar US$ 4 bilhões junto a 19 investidores, sustentando uma avaliação de US$ 10 bilhões. Entre os nomes confirmados estão TPG, Brookfield Asset Management, Advent e Bain Capital. Não há investidores em comum entre as duas estruturas.
Tanto Anthropic quanto OpenAI pretendem utilizar o aporte de gestoras de ativos alternativos para fechar contratos de IA com as empresas presentes nos portfólios dessas instituições, abrindo novos canais de vendas e possibilitando maior participação financeira dos investidores nos acordos firmados.

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Os lançamentos ocorrem em meio a ciclos agressivos de captação. No fim de março, a OpenAI anunciou a obtenção de US$ 122 bilhões, elevando seu valor de mercado a US$ 852 bilhões. Já a Anthropic está na fase final de uma rodada que deve levantar US$ 50 bilhões, projetando avaliação de US$ 900 bilhões, segundo reportagem recente do TechCrunch.
Com informações de TechCrunch







