A Musely, plataforma de telemedicina direta ao consumidor, recebeu mais de US$ 360 milhões em capital não dilutivo do Customer Value Fund (CVF), veículo de investimento da General Catalyst.
Fundada em 2014 como comunidade de bem-estar e convertida em 2019 para tratamentos prescritos, a empresa oferece formulações manipuladas para cuidados com pele, cabelo e menopausa. O cofundador e CEO Jack Jia afirmou que não pretendia captar recursos, pois a Musely é cash flow positive há vários anos.
Segundo Jia, a proposta do CVF foi diferente da abordagem tradicional de fundos de venture capital. O modelo não exige entrega de participação societária nem funciona como um empréstimo com juros. Trata-se de um acordo de compartilhamento de receita limitado: a companhia obtém o capital e o devolve adicionando um percentual fixo e pré-definido da receita gerada a partir desse investimento.
“Quando modelei matematicamente, percebi que a oferta era mais vantajosa do que um empréstimo bancário e muito menos custosa que uma rodada de equity”, disse o executivo.
Com crescimento médio de 50% ao ano e mais de 1,2 milhão de pacientes atendidos, a Musely busca ampliar vendas, marketing e aquisição de clientes – áreas de alto gasto para marcas DTC. Os novos recursos atuarão como um “cofre de guerra” para sustentar essa expansão.

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O CVF já tem no portfólio empresas como Grammarly, Lemonade e Ro. O fundo possui investidores próprios e não integra os US$ 8 bilhões levantados recentemente pela General Catalyst.
Desde 2014, quando captou US$ 20 milhões da DCM e outros investidores, a Musely não havia levantado capital de equity. A plataforma permite que pacientes obtenham produtos sob prescrição por meio de consultas assíncronas com dermatologistas e ginecologistas certificados.
Com informações de TechCrunch






