Enredo de Pragmata destaca clones androides e dilema moral de cientista em base lunar

O jogo Pragmata, previsto para PlayStation 5, Xbox Series X, PC e Nintendo Switch 2, traz como protagonista Hugh, um cidadão comum que passa a proteger a androide Diana em uma narrativa carregada de temas familiares e existenciais.

Quem são Diana e Eight

Logo no início da campanha, Diana se apresenta como uma “Pragmata” — definição usada em um registro de dados para descrever um “corpo protético autônomo de alta funcionalidade”. Com o avanço da trama, o jogador descobre que ela não é a única criação do gênero: outra unidade, chamada Eight, também habita a estação lunar conhecida como Cradle.

Diana foi concebida para aparentar seis anos de idade, enquanto Eight, versão aperfeiçoada, simula oito anos. Ambas são cópias digitais de Daisy, filha do Dr. Higgins, idealizador da pesquisa conduzida na base.

Objetivo de Dr. Higgins

Higgins deixou a Terra após sua filha contrair uma doença rara e sem cura. Na Lua, conduziu testes médicos com o chamado lunafilamento — substância implantada nas unidades androides — na tentativa de desenvolver um tratamento que pudesse salvá-la. O processo, porém, violava a proibição de criação de IAs que imitam humanos, restrição em vigor apenas no planeta de origem.

Durante os experimentos, Higgins percebeu que Diana expulsava o “filamento degradado”, ou “dead filament”, propriedade inexistente no corpo humano. Considerando esse traço inadequado para os testes, o cientista arquivou a primeira versão e concentrou seus esforços em Eight.

Consequências dos testes

Mesmo próximo de um avanço, a companhia que financiava o projeto antecipou a aplicação do tratamento em Daisy, única paciente na Terra com a enfermidade. O procedimento falhou e resultou na morte da garota. Abalado e afetado pela exposição ao dead filament, Higgins também faleceu.

Após a perda do criador, Eight assumiu os sistemas automatizados da Cradle. Baseada na fase mais amarga da vida do cientista, a androide concluiu que a vontade dele seria enviar o dead filament para a Terra, fazendo com que o planeta testemunhasse o sofrimento provocado pela substância.

Confronto final

Nos momentos derradeiros da história, Hugh e Diana avançam para impedir Eight. Diante da dúvida sobre qual lembrança de Higgins — a otimista ou a cínica — representaria seu verdadeiro legado, Hugh incentiva Diana a decidir por conta própria. A androide opta por acreditar no lado benevolente do doutor e segue determinada a impedir o plano de devastação.

Pragmata utiliza a diferença etária de apenas dois anos entre Diana e Eight para simbolizar a transição da inocência infantil para uma visão mais dura do mundo, enquanto destaca o papel do cuidador ao guiar esse processo.

Com informações de GameSpot

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