O início do ciclo para a Copa do Mundo de 2030, que começou nesta segunda-feira (20), chega acompanhado de dúvidas sobre a presença de Neymar na Seleção Brasileira. Levantamento realizado pela agência de pesquisas de mercado IMO Insights indica que 46% dos torcedores consideram encerrada a trajetória do camisa 10 com a Amarelinha.
O estudo Eu Vi o Brasil – O país do futebol?, aplicado semanalmente com homens e mulheres a partir de 18 anos, mostra ainda que 36% defendem a permanência do atacante de 34 anos. Outros 18% não têm opinião formada. Caso seja convocado novamente, Neymar chegará ao próximo Mundial com 38 anos, idade inferior à de Lionel Messi na edição de 2026.
Imagem em desgaste
Segundo a diretora de Operações da IMO, Simona Karen Miranda, a popularidade do jogador diminuiu durante a Copa de 2026: ele perdeu seis pontos percentuais como atleta preferido, ganhou três pontos na categoria de menos querido — que agora lidera — e caiu cinco pontos no quesito “quem melhor representa o espírito da Seleção”. Para 67% dos entrevistados, a saída do atacante abriria espaço para renovação até 2030; apenas 14% discordam e 18% permanecem neutros.
Lesões e futuro incerto
Neymar atuou apenas 55 minutos no Mundial: 15 contra a Escócia, na terceira rodada, e cerca de 40 diante da Noruega, jogo em que marcou de pênalti antes da eliminação nas oitavas de final — pior campanha brasileira desde 1990. O atleta chegou ao torneio com uma lesão grau dois na panturrilha direita e, após a queda, seu pai e empresário, Neymar da Silva Santos, publicou carta pedindo que o filho não se aposente.
O contrato do atacante com o Santos termina em dezembro. Se a passagem pela Seleção estiver de fato encerrada, ele se despede com 80 gols em 130 partidas reconhecidas pela Fifa, superando os 77 de Pelé. O currículo também inclui o ouro olímpico no Rio-2016 e a Copa das Confederações de 2013.
Pressão por mudanças na CBF
O levantamento aponta que 86% dos participantes defendem reformas profundas na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que o país volte a ser potência. De 2022 a 2026, a entidade teve trocas turbulentas na presidência e quatro comandantes diferentes — de Ramon Menezes a Carlo Ancelotti, passando por Fernando Diniz e Dorival Júnior.

Imagem: Reuters
Apesar da insatisfação, somente 14% atribuem à CBF a responsabilidade principal pela eliminação. O desempenho dos jogadores (30%), as decisões de Ancelotti (20%) e a convocação (19%) foram apontados como fatores mais determinantes. Apenas 6% acreditam que a Noruega simplesmente foi superior.
Para Simona Karen Miranda, boa parte da relação do brasileiro com o futebol ainda se baseia na memória das grandes conquistas. “Embora 70% reconheçam perda de protagonismo, prevalece a percepção de que o problema foi específico desta Copa, não de uma incapacidade definitiva de revelar talentos”, afirmou.
Restam 1.419 dias até a próxima Copa do Mundo, prazo que, segundo a pesquisa, a torcida espera ver marcado por renovação técnica, administrativa e, possivelmente, sem Neymar em campo.
Com informações de Agência Brasil













