O FBI prendeu, na última terça-feira (14), o estudante Zyaire Wilkins, 21 anos, morador da Flórida, acusado de disseminar jogos falsos com malware na plataforma Steam para furtar criptomoedas e dados de milhares de usuários.
De acordo com a queixa criminal apresentada por promotores federais na quarta-feira (15), Wilkins e cúmplices não identificados teriam, nos últimos dois anos, publicado títulos como BlockBlasters, Dashverse, Lampy, Lunara e PirateFi. Os games, aparentemente legítimos, continham códigos maliciosos capazes de infectar computadores, roubar senhas e esvaziar carteiras digitais.
Alcance do golpe
Investigações apontam que cerca de 8 000 pessoas foram infectadas e, pelo menos, 80 carteiras de criptomoedas tiveram um prejuízo somado de US$ 220 000. Os suspeitos divulgavam os jogos em canais do Discord, LinkedIn e Telegram para atrair vítimas.
Rastreamento de pagamentos
Após identificar outro envolvido, agentes federais descobriram uma conta de criptomoedas usada no esquema. Transações ligadas a esse endereço bancaram cartões-presente, inclusive do UberEats. Com intimação judicial, o FBI obteve registros que conectaram as entregas a Wilkins, que utilizava o apelido “Sibel.eth” na internet.
Ação policial
Com mandado de busca, autoridades apreenderam na residência do suspeito um MacBook, celulares, outros dispositivos eletrônicos e carteiras digitais. Segundo o processo, Wilkins optou por permanecer em silêncio durante a operação.

Imagem: Internet
Antecedentes
Em março, o FBI já havia alertado sobre jogos infectados na Steam e pediu que vítimas fornecessem provas. A Valve, desenvolvedora da plataforma, removeu vários títulos, incluindo PirateFi, após confirmar a presença de malware.
O advogado de Wilkins foi procurado, mas não respondeu aos pedidos de comentário.
Com informações de TechCrunch












