A Arena, plataforma que elabora rankings de desempenho de modelos de inteligência artificial, alcançou US$ 100 milhões em receita anualizada apenas oito meses depois de estrear seu serviço comercial.
Originada em 2023 como projeto de pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley, a startup passou a monetizar a operação em setembro do ano passado, quando lançou o AI Evaluations — ferramenta que oferece análises detalhadas de performance a laboratórios e empresas de IA a partir de avaliações feitas por sua comunidade.
O site público da Arena continua gratuito e recebe mais de 10 milhões de avaliações de usuários, que comparam respostas de dois modelos antes de escolher a melhor. A popularidade da plataforma, onde muitas vezes aparecem versões ainda não lançadas dos modelos, tem atraído clientes dispostos a pagar pelos relatórios aprofundados.
“Muita gente nem percebe que já geramos receita; ainda nos veem como um projeto open source”, afirmou o cofundador e presidente-executivo Anastasios Angelopoulos.
Modelo de cobrança por consumo
Apesar de utilizar o termo ARR (annualized run-rate revenue), Angelopoulos esclareceu que a Arena cobra por consumo, portanto não se trata de receita recorrente tradicional.
Concorrência e mercado
Sem rivais diretos desde o fechamento da Yupp, em março, a empresa disputa orçamento com serviços de rotulagem humana, como Mercor, Surge e Scale AI, usados para refinar modelos após o treinamento.
A demanda por otimização pós-treino segue em alta: em abril, a Handshake quase dobrou sua receita anualizada com treinamento de IA, passando de US$ 550 milhões para quase US$ 1 bilhão; a Mercor superou US$ 1 bilhão no início do ano, segundo o The Information.

Imagem: Internet
Expansão e financiamento
Em janeiro, a Arena levantou uma Série A de US$ 150 milhões que avaliou o negócio em US$ 1,7 bilhão; na ocasião, a receita anualizada era de US$ 30 milhões. Desde então, o total captado chegou a US$ 250 milhões, com participação de Felicis, Andreessen Horowitz, The House Fund, LDVP, Kleiner Perkins, Lightspeed Venture Partners, Laude Ventures e UC Investments.
Equipe e tecnologia
Além de Angelopoulos, a empresa foi fundada pelo CTO Wei-Lin Chiang, também pós-doutorando em Berkeley, e pelo professor Ion Stoica, cofundador da Databricks, que orientou o projeto antes da formalização da companhia em abril de 2025.
A Arena classifica modelos em tarefas de texto, código, visão e geração de imagens, além de fluxos mais complexos por meio do recém-lançado Agent Mode.
Com informações de TechCrunch











