A Amazon informou nesta quinta-feira (25) que destinará mais US$ 13 bilhões para expandir sua capacidade de computação em nuvem e inteligência artificial na Índia até 2030.
O novo aporte foi confirmado após encontro do diretor-executivo da companhia, Andy Jassy, com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em Nova Délhi. Os recursos financiarão a ampliação dos data centers da Amazon Web Services (AWS) em Mumbai e Hyderabad.
Com o anúncio, os compromissos da empresa no país chegam a US$ 48 bilhões. A série de investimentos começou em 2023, quando a Amazon prometeu aplicar US$ 15 bilhões até o fim da década, dos quais US$ 12,7 bilhões dedicados à AWS. Em dezembro de 2025, a companhia acrescentou mais de US$ 35 bilhões ao plano. A empresa não detalhou como o montante total será distribuído entre capital e despesas operacionais.
A iniciativa segue a tendência de grandes tecnológicas que veem a Índia como polo estratégico para infraestrutura de IA. A Microsoft se comprometeu a investir US$ 17,5 bilhões no país até 2029, enquanto o Google anunciou, em outubro, US$ 15 bilhões para construir um hub de IA e novos data centers.
O mercado indiano também atraiu aportes bilionários da australiana AirTrunk, do fundo canadense CPP Investments e dos conglomerados locais Reliance Industries e Adani Group. Para estimular esses projetos, Nova Délhi oferece incentivos fiscais, como isenção de impostos sobre serviços de nuvem vendidos ao exterior quando processados em data centers situados no país.

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Além da área de nuvem, a Amazon investe em sua rede de varejo e logística na Índia. A companhia planeja abrir mais de 20 centros de distribuição e mais de 100 estações de entrega de última milha ainda este ano, além de ampliar o serviço de entregas rápidas Amazon Now para mais de 300 cidades e municípios.
A expansão ocorre em um mercado de comércio rápido cada vez mais disputado, onde a empresa concorre com Blinkit, Instamart (Swiggy), Zepto e Flipkart, que anunciou esta semana a abertura de 1.500 microcentros de distribuição até o fim de 2026.
Com informações de TechCrunch












