O presidente da divisão BMW M, Frank van Meel, afirmou que uma combinação de fatores regulatórios, tecnológicos e de mercado acelera o desaparecimento dos câmbios manuais. Em entrevista à revista britânica Autocar, o executivo disse que a montadora pretende manter a transmissão de seis marchas “o máximo possível”, mas reconheceu que “o cenário não é favorável”.
Por que o câmbio manual está em declínio
Segundo Van Meel, a queda na procura por veículos com três pedais não é o único problema. A crescente adoção de sistemas avançados de assistência ao motorista, exigidos sobretudo pela União Europeia, torna o câmbio manual menos viável. Esses equipamentos são desenvolvidos, em sua maioria, para trabalhar com transmissões automáticas, o que dificulta sua integração com caixas manuais.
O executivo também citou a migração de fornecedores para soluções automáticas e o avanço dos motores mild-hybrid de 48 volts, projetados prioritariamente para trocas de marcha sem o uso de embreagem. “A base de fornecedores está encolhendo, e com todos os sistemas de assistência fica mais difícil desconectar o trem de força”, declarou.
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Com o recente encerramento da produção do roadster Z4, a BMW oferece câmbio manual apenas nos modelos M2, M3 e M4, todos com tração traseira. As versões cupê devem permanecer em linha até meados de 2029; já o sedã M3 tem saída prevista para o próximo ano.
Rumores indicam que a próxima geração do M3 (código G84) manterá o motor 3.0 biturbo de seis cilindros em linha com auxílio híbrido leve e poderá adotar tração integral, o que reduziria ainda mais as chances de continuidade da caixa de seis marchas.

Imagem: Internet
BMW promete resistir “o quanto der”
Apesar dos desafios, Van Meel garantiu que a BMW M não desistiu. O dirigente disse que, enquanto houver demanda e fornecedores dispostos, a marca seguirá oferecendo a opção manual. Caso o M3 abandone o pedal de embreagem, os entusiastas ainda teriam os M2 e M4 disponíveis, ao contrário das rivais Audi Sport e Mercedes-AMG, que já tiraram o câmbio manual de cena.
Até 2030, o futuro da transmissão manual na linha BMW permanece indefinido, mas a montadora assegura que continuará defendendo a preferência dos puristas “pelo máximo de tempo possível”.
Com informações de BMW Blog












