NOVA JERSEY (EUA) – A derrota da Argentina por 1 a 0 para a Espanha, neste domingo (19), marcou o último jogo de Lionel Messi em Copas do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 despediu-se do torneio no MetLife Stadium, em Nova Jersey, após seis participações iniciadas em 2006.
O gol espanhol saiu na prorrogação, garantindo a segunda taça do país europeu e repetindo para Messi o sentimento de 2014, quando também recebeu a medalha de vice-campeão. Desta vez, o astro terminou a decisão com 35 passes, uma finalização e sem criar chances claras.
Recordes preservados
Mesmo sem o título, o argentino ampliou marcas históricas. Tornou-se o primeiro atleta a disputar 17 partidas de mata-mata em Mundiais. Já havia alcançado o topo em gols (21), vitórias (23), edições jogadas (seis, ao lado de Cristiano Ronaldo e Ochoa) e tornou-se o mais velho a anotar um hat-trick, aos 38 anos e 357 dias.
Caminho até 2026
Muitas vezes questionado pela torcida, Messi enfrentou eliminações para a Alemanha em 2006 e 2010, perdeu a final de 2014 no Brasil, caiu nas oitavas em 2018 e conquistou o título no Catar em 2022. A campanha nos Estados Unidos rendeu oito gols e nova disputa pela artilharia com Kylian Mbappé.
Reconhecimento dos companheiros
Capitão desde 2011, Messi lidera a equipe em cada saída para aquecimento. Segundo o técnico Lionel Scaloni, a dedicação do atacante segue impressionando: “Talvez, aos 50 anos, ainda faça coisas que hoje não imaginamos”, declarou antes da final.

Imagem: STEPHANIE SCARBROUGH
Duelo de gerações
A decisão colocou frente a frente Messi e Lamine Yamal. O jovem espanhol, fotografado ainda bebê nos braços do argentino em 2007, nasceu quando o camisa 10 já marcava gols pelo Barcelona, clube que levou o craque de Rosário para a Europa aos 13 anos.
Após o apito final, torcedores argentinos aplaudiram o capitão em meio a lágrimas, demonstrando a mudança de percepção sobre o jogador que um dia foi chamado de “pecho frío”.
Com informações de Folha Vitória













