A implementação da reforma tributária no Brasil promete alterar profundamente a dinâmica competitiva entre empresas e estados, segundo avaliação do economista Orlando Caliman. O novo modelo de tributação, baseado na não cumulatividade dos impostos sobre consumo, elimina gradativamente os incentivos fiscais que sustentaram a chamada “guerra fiscal” por mais de 50 anos.
No setor privado, a mudança afetará decisões sobre localização de plantas, investimentos, logística, suprimento de insumos e até estrutura societária. Fatores como tecnologia, produtividade, inovação, eficiência logística, segurança jurídica e qualidade do ambiente de negócios tendem a ganhar maior peso na estratégia empresarial.
A redução do efeito cascata dos tributos deve levar companhias a redesenhar cadeias de suprimentos. Parte das empresas poderá concentrar fornecedores para ganhar escala, enquanto outras simplificarão processos. A gestão de créditos tributários também passa a ter impacto direto no resultado financeiro.
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Na logística, o foco será melhorar o acesso a mercados consumidores e otimizar rotas, sobretudo para empresas que hoje se apoiam em incentivos fiscais que serão extintos ao fim do período de transição. A atratividade de investimentos migrará de benefícios tributários para infraestrutura, qualificação de mão de obra, segurança jurídica e eficiência dos serviços públicos.
Estruturas comerciais, políticas de preços e canais de distribuição precisarão ser revistas. Grupos econômicos que mantêm múltiplos CNPJs por razões fiscais tendem a simplificar a organização societária, buscando menor complexidade administrativa.

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Para os governos estaduais, o desafio é reposicionar políticas de desenvolvimento sem a ferramenta dos incentivos fiscais. Competitividade passará a depender da qualidade da infraestrutura, da eficiência logística, da segurança jurídica, da capacidade de inovação e do ambiente institucional local.
Com o fim da competição baseada em benefícios tributários, os estados que oferecerem condições estruturais mais favoráveis devem se destacar na atração de investimentos e geração de empregos.
Com informações de Folha Vitória









