A Klue, companhia canadense de pesquisa de mercado sediada em Vancouver, confirmou que uma credencial emitida em 2022 para um piloto limitado foi explorada por hackers neste mês, resultando no vazamento de grandes volumes de informações de clientes corporativos — entre eles o gerenciador de senhas LastPass e outras empresas de cibersegurança.
Segundo a porta-voz Katie Berg, a credencial foi compartilhada com um terceiro durante o projeto piloto realizado em 2022. O acesso indevido foi detectado em 12 de junho de 2026, mas a empresa não esclareceu por quanto tempo o piloto durou, qual era seu objetivo nem por que a credencial permaneceu ativa após o término do teste.
De acordo com a Klue, os invasores utilizaram o acesso para chegar aos sistemas que armazenam tokens OAuth — chaves que permitem conectar-se aos ambientes em nuvem e bancos de dados dos clientes —, baixar os dados e, em seguida, extorquir as organizações afetadas.
A empresa não revelou que tipo de credencial foi comprometida, descrevendo-a apenas como “legada” e ligada a um serviço de integração. Também não informou se o dado foi obtido nos próprios sistemas ou extraído do terceiro envolvido no piloto.
A Klue afirma conduzir uma revisão completa de gestão de credenciais, controles de acesso de fornecedores, capacidades de monitoramento e processos de implantação de segurança. Detalhes adicionais não foram divulgados, e a investigação continua.

Imagem: Getty
O grupo de hackers autodenominado Icarus assumiu a autoria do ataque em um site de vazamento e ameaçou liberar o material roubado caso não receba pagamento de resgate. A Klue não comentou se manteve contato com os criminosos ou se considera atender às exigências.
Com informações de TechCrunch












