Quem: Amnon Shashua, fundador e diretor-presidente da Mobileye.
O que: planeja se afastar do comando da empresa depois de quase três décadas.
Quando: o anúncio foi feito na quinta-feira, 23 de julho de 2026; Shashua continuará no posto até a nomeação de um sucessor.
Onde: informação consta de documento regulatório enviado pela companhia.
Por quê: a saída ocorre no momento em que a Mobileye amplia suas apostas em robotáxis e robótica humanoide.
Trajetória da companhia
Fundada em Israel a partir das pesquisas acadêmicas de Shashua na Universidade Hebraica, a Mobileye iniciou atividades com chips de visão computacional dedicados a recursos de segurança automotiva e assistência ao motorista. O crescimento levou à maior oferta pública inicial (IPO) da história israelense, à aquisição pela Intel por US$ 15,3 bilhões em 2017 e, cinco anos depois, à volta ao mercado como empresa de capital aberto, permanecendo a Intel como maior acionista.
Expansão além dos chips
Sob a liderança de Shashua, a Mobileye passou a desenvolver sistemas completos de direção autônoma, hoje fornecidos ao grupo Volkswagen e à subsidiária de mobilidade MOIA.

Imagem: Getty
Nova fase: Mobileye 3.0
Em janeiro deste ano, a empresa desembolsou US$ 900 milhões para adquirir a Mentee Robotics, startup de robótica humanoide criada pelo próprio executivo. O negócio foi apresentado como parte da estratégia “Mobileye 3.0”, centrada em inteligência artificial automotiva e robótica.
Serviço próprio de robotáxi
Em junho, a Mobileye informou que deixará de atuar apenas como fornecedora de tecnologia e lançará, em 2027, um serviço de robotáxis em uma cidade dos Estados Unidos.
Com a futura transição na liderança, a companhia busca manter o ritmo de inovação e consolidar sua posição em mercados emergentes de mobilidade autônoma e robótica.
Com informações de TechCrunch











