Espanha conquista bi mundial impulsionada por atacantes filhos de imigrantes

A seleção espanhola ergueu a taça da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19) e alcançou o segundo título da sua história, com protagonismo de dois atacantes nascidos em solo espanhol, mas filhos de imigrantes: Lamine Yamal e Nico Williams.

Entre os 26 convocados, apenas um atleta nasceu fora do país — o zagueiro Aymeric Laporte, de 32 anos, originário da França e ex-integrante das categorias de base francesas. Ainda assim, a façanha espanhola foi marcada pela diversidade representada por Yamal e Williams, símbolos de uma geração fruto da migração.

Lamine Yamal, joia de origem marroquina e guinéu-equatoriana

Com 19 anos, o camisa 10 do Barcelona é visto como a grande promessa do futebol nacional. Filho de pai marroquino e mãe guinéu-equatoriana, Yamal cresceu em Mataró, na Catalunha. Mesmo tendo balançado as redes apenas uma vez no torneio, o atacante foi peça-chave ao lado do meio-campista Rodri, eleito o melhor jogador da competição. Logo após o apito final, celebrou em campo ao lado da mãe, Sheila Ebana.

Nico Williams, decisivo e filho de ganeses

Aos 24 anos, Nico Williams foi fundamental na final ao dar a assistência que resultou no gol de Ferrán Torres, garantindo a vitória. Seus pais, Felix Williams e María Arthuer, deixaram Gana em 1994, cruzaram o Deserto do Saara e chegaram a Melilla, enclave espanhol no norte da África, onde obtiveram asilo antes de se estabelecerem em Pamplona, na comunidade autônoma de Navarra. Logo após receber a medalha de campeão, Nico a entregou à mãe, em um gesto emocionado.

O irmão mais velho, Iñaki Williams, também jogador do Athletic Bilbao, optou por defender a seleção de Gana e parabenizou Nico nas redes sociais, destacando o orgulho dos imigrantes pela conquista do caçula.

Diversidade refletida no país

A Espanha conta com quase 50 milhões de habitantes, dos quais cerca de 9,8 milhões (aproximadamente 20%) nasceram fora do território espanhol. Em fevereiro deste ano, o governo aprovou medidas para regularizar estrangeiros que vivem no país há pelo menos cinco meses sem antecedentes criminais, reforçando uma política considerada tolerante em relação à imigração.

Com a taça de 2026, a Espanha soma agora dois títulos mundiais no futebol masculino, repetindo o feito alcançado em 2010 e, desta vez, celebrando a contribuição decisiva de jogadores com raízes além-mar.

Com informações de Agência Brasil

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