Japão será o rival do Brasil no início do mata-mata da Copa do Mundo de 2026

Após empatar com a Suécia e confirmar a segunda posição do Grupo F, a seleção japonesa enfrentará o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O confronto está marcado para segunda-feira, 29 de junho, às 14h (horário de Brasília), no Estádio NRG, em Houston, Estados Unidos.

Campanha na fase de grupos

O Japão encerrou a primeira fase com uma goleada por 4 a 0 sobre a Tunísia, um empate por 2 a 2 contra a Holanda e o empate diante da Suécia que assegurou a classificação. A Holanda terminou na liderança da chave.

Análise do time japonês

A comentarista Luciana Zogaib, da TV Brasil e Rádio Nacional, destaca a velocidade nas transições e o equilíbrio emocional dos asiáticos. “Mesmo quando sai atrás, a equipe busca o resultado, como na partida contra a Holanda”, pontuou.

Zogaib lembrou também o amistoso de 2025, em Tóquio, no qual o Japão virou sobre o Brasil e venceu por 3 a 2. Na ocasião, o técnico Carlo Ancelotti cobrou “resiliência mental” dos brasileiros. Segundo a comentarista, desde aquele jogo os japoneses não perderam mais.

Para a analista Rachel Motta, o contra-ataque é a principal arma nipônica: “Eles marcam muito bem e exploram a velocidade. Podemos não ver tantos nomes de destaque, mas a eficiência compensa”. Motta questionou ainda a criatividade brasileira além das jogadas de Vinícius Júnior.

Influência brasileira no futebol do Japão

Ídolo do Flamengo e referência no país asiático, Zico comandou a seleção japonesa na Copa de 2006 e contribuiu para a profissionalização do futebol local. “Foram 22 anos de dedicação ao Japão”, recordou o ex-jogador em entrevista recente.

Laços históricos e econômicos

A relação entre os dois países remonta a 1908, com a chegada de 800 imigrantes no navio Kasato Maru. Hoje, cerca de 2 milhões de japoneses e descendentes vivem no Brasil, maior comunidade nipônica fora do Japão, concentrada especialmente em São Paulo. No sentido inverso, o governo japonês estima 200 mil brasileiros residindo no arquipélago.

Na área econômica, o Japão figura entre os principais investidores no Brasil, com estoque de US$ 22,8 bilhões distribuídos em setores como automotivo, materiais elétricos e siderurgia. Em 2023, o comércio bilateral somou US$ 11,7 bilhões, gerando superávit de US$ 1,5 bilhão para o lado brasileiro. As exportações incluíram minério de ferro, frango, café, alumínio e milho; já as importações concentraram-se em autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e circuitos integrados.

Comunidade nipônica no Brasil

O bairro da Liberdade, na capital paulista, simboliza a presença japonesa no país com fachadas em ideogramas e arquitetura oriental. Outros municípios, como Assaí (PR), Ivoti (RS) e Tomé-Açu (PA), também guardam forte influência cultural, que se reflete na gastronomia, na agricultura e nas artes marciais.

Com a bola rolando na próxima segunda, Brasil e Japão medirão forças em um duelo sem favorito declarado, segundo especialistas. A partida abrirá a disputa do mata-mata que reúne 32 seleções na corrida pelo título de 2026.

Com informações de Agência Brasil

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