Na manhã desta segunda-feira (10), o presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, anunciou um estado de emergência nacional em resposta a um terremoto de magnitude 7.4 que atingiu a região oeste do país. O tremor resultou na morte de mais de 200 pessoas e deixou centenas de feridos.
O terremoto causou o colapso de prédios, danificou hospitais e deixou muitas pessoas presas sob escombros. As autoridades classificaram o evento como o mais forte já registrado no século XXI na Colômbia.
Em declaração oficial, o presidente destacou que o governo está mobilizando todos os recursos disponíveis para proteger vidas e auxiliar as comunidades afetadas. A prioridade imediata é o resgate de pessoas que podem estar soterradas.
Esse desastre natural ocorre apenas alguns dias após a posse de De La Espriella, representando um desafio significativo para sua administração logo no início do mandato.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto ocorreu a uma profundidade de 107 km, enquanto o Serviço Geológico da Colômbia confirmou que se trata do terremoto mais intenso do século XXI.
A região de Chocó, próxima ao epicentro, enfrenta dificuldades com a falta de sinal de celular, e a governadora Nubia Carolina Córdoba relatou 12 mortes e 84 feridos na área. Risaralda foi a região que registrou o maior número de vítimas, e a cidade de Pereira, a capital do departamento, sofreu danos significativos, com equipes de resgate ainda buscando sobreviventes em prédios desabados.
Além disso, cinco capitais colombianas estão em alerta vermelho, com 86 edifícios colapsados e sete aeroportos suspenderam suas operações, conforme relatado pela Associação Colombiana de Cidades Capitais. A autoridade de aviação civil suspendeu atividades em vários aeroportos no oeste do país, como Pereira e Manizales, enquanto engenheiros realizam inspeções estruturais.
A Colômbia está situada ao longo do Anel de Fogo do Pacífico, uma área conhecida por sua atividade sísmica intensa, com milhares de terremotos de baixa magnitude registrados mensalmente. A sismóloga Suzan van der Lee, da Universidade Northwestern, indicou que a forte intensidade do tremor, sua localização e o movimento de deslizamento lateral podem ter contribuído para os danos extensivos.
O Serviço Geológico da Colômbia informou que, até o momento, 21 réplicas do terremoto foram registradas e novos tremores são possíveis.












