A Diocese de Jundiaí, situada no interior de São Paulo, confirmou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva e alertou os fiéis sobre a participação em atividades do grupo religioso ao qual ele se afiliou.
Conforme a nota divulgada, a excomunhão decorre da adesão formal do sacerdote à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que se encontra em cisma com a Igreja Católica desde julho de 2026.
A decisão foi oficializada em um documento assinado pelo bispo Dom Arnaldo Carvalheiro Neto.
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A diocese informou que Rodrigo de Oliveira se uniu à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que desrespeitou a autoridade papal ao consagrar quatro bispos sem a devida autorização do papa Leão XIV, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça, em 1º de julho. Essa ação foi considerada cismática pelo Vaticano.
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No dia seguinte à ordenação, o Dicastério para a Doutrina da Fé declarou que tanto os bispos quanto os sacerdotes ordenados estavam sob excomunhão automática.
O decreto estabelece que os sacerdotes da fraternidade estão afastados da comunhão com a Igreja de Roma, e a punição se estende aos leigos que se juntarem ao movimento.
A excomunhão é uma das sanções mais severas do Direito Canônico, restringindo o acesso da pessoa aos sacramentos e a determinadas funções na Igreja. Contudo, ela não anula a ordenação sacerdotal, mas impede que o padre exerça suas funções legalmente enquanto permanecer excomungado.
A Diocese de Jundiaí esclareceu que os atos ministeriais realizados pelo padre são considerados ilícitos, tornando inválidas as confissões e casamentos que ele celebrar.
A diocese também recomendou que os católicos evitem participar de celebrações promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X. A advertência não implica que a presença em um evento do grupo resulte automaticamente em excomunhão; a punição se aplica a quem formalmente se alinha ao cisma.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X foi fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre e critica as mudanças da Igreja após o Concílio Vaticano II. O conflito mais significativo ocorreu em 1988, quando Lefebvre consagrou bispos sem autorização do papa, gerando excomunhões que foram posteriormente revogadas, mas a fraternidade continuou em situação irregular com Roma.
A excomunhão de Rodrigo de Oliveira não é um caso isolado; recentemente, o padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, da Arquidiocese de Brasília, também foi excomungado por razões semelhantes, desafiando a penalidade e afirmando que seu vínculo com a fraternidade não configurava um rompimento com a Igreja.










