A World, startup de verificação online cofundada por Sam Altman, da OpenAI, levantou US$ 52,5 milhões por meio da venda de seu criptoativo WLD para investidores estratégicos, informou a empresa nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026.
Os compradores aderiram a um período de bloqueio (lock-up) de 12 meses, que impede a negociação ou revenda dos tokens nesse intervalo. Segundo a World, a restrição sinaliza o compromisso de longo prazo dos investidores com a expansão e a utilidade da rede.
Os recursos serão destinados à World Foundation, entidade sem fins lucrativos registrada nas Ilhas Cayman e responsável por conduzir o crescimento do ecossistema.
A Pantera Capital, gestora de investimentos focada em ativos digitais, liderou a operação. Também participaram Eightco Holdings, Bain Capital Crypto, Susquehanna Crypto, Selini Capital e outras companhias.
O projeto World é operado pela Tools for Humanity, startup sediada em São Francisco comandada pelo CEO e cofundador Alex Blania; Sam Altman é o outro cofundador.
O modelo de negócios da empresa gira em torno de ferramentas de “prova de humanidade”. A proposta é popularizar o World ID, identificador digital anônimo que atesta se há um ser humano — e não um bot ou agente de IA — por trás de uma conta.

Imagem: Internet
Para obter o nível máximo de verificação, o usuário precisa escanear a íris em um “Orb” — esfera metálica que converte o padrão ocular em um identificador criptográfico único. Esses dispositivos estão nos escritórios da World e em lojas parceiras ao redor do mundo.
O projeto começou como uma iniciativa fortemente ligada ao setor cripto sob o nome Worldcoin, o mesmo do token vendido nesta rodada. A moeda pode ser mantida ou negociada no aplicativo da World, que funciona também como carteira custodial. Posteriormente, diante de críticas ao mercado cripto, a companhia adotou a marca World.
Em abril, a empresa lançou uma nova versão do aplicativo e anunciou parcerias com plataformas como Tinder e Ticketmaster. Apesar da ambição global, a World enfrenta dificuldades para escalar o negócio e atrair usuários; em junho, a Tools for Humanity realizou demissões.
Com informações de TechCrunch









