Afogamentos no Espírito Santo atingem 539 mortes desde 2023; jovens homens são maioria das vítimas

Entre 2023 e 2025, 461 pessoas perderam a vida em afogamentos no Espírito Santo, segundo levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). Somente em 2026, outras 78 ocorrências fatais já foram registradas, elevando o total recente para 539 mortes.

O estudo aponta que homens, especialmente na faixa de 15 a 24 anos, representam a maior parte das vítimas. Aproximadamente 80% dos casos acontecem em locais naturais — rios, lagoas, represas, cachoeiras e praias — com concentração nos meses mais quentes e no período de férias escolares. Os fins de semana respondem por quase quatro em cada dez registros.

Água doce apresenta maior risco

Apesar de receberem maior número de banhistas, as praias não lideram as estatísticas de mortes. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os óbitos ocorrem com mais frequência em ambientes de água doce, como lagoas e cachoeiras, geralmente sem a presença de guarda-vidas.

A major Gabriela, da corporação, afirma que muitos frequentadores acreditam que esses pontos oferecem menos perigo e, por isso, relaxam na prevenção. “A pessoa vê aquela falsa sensação de segurança e acaba se expondo muito mais ao risco”, explica.

Álcool agrava cenário

O consumo de bebida alcoólica é outro fator associado aos afogamentos. Segundo a oficial, o álcool compromete a percepção de perigo, faz com que os banhistas subestimem os riscos e superestimem suas habilidades, contribuindo para o alto número de mortes entre homens.

Casos recentes chamam atenção

O tema voltou ao debate neste mês após a morte do surfista Arthur Molinari, 22 anos. Ele desapareceu em 7 de julho enquanto surfava na Praia de Itaparica, em Vila Velha, e foi encontrado sem vida três dias depois, a cerca de 1,5 quilômetro do ponto inicial de busca.

Recomendações dos Bombeiros

Para reduzir os acidentes, o Corpo de Bombeiros recomenda evitar entrar na água após consumir álcool, respeitar sinalizações, não nadar sozinho e escolher locais monitorados por guarda-vidas.

As orientações visam diminuir o número de mortes, que continua elevado no Estado, especialmente entre jovens do sexo masculino.

Com informações de Folha Vitória

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