Matheus Cunha transformou uma prancha imaginária em símbolo de suas comemorações na Copa do Mundo. O atacante paraibano de 25 anos já balançou as redes duas vezes na vitória por 3 a 0 contra o Haiti e voltou a ser decisivo diante da Escócia, reforçando o status do Brasil entre os candidatos ao sexto título mundial.
Nascido em João Pessoa, Cunha começou no futsal ainda criança. Aos 11 anos, foi convidado para testes no Coritiba e, a partir daí, iniciou a trajetória que o levou ao futebol europeu. O currículo inclui passagens por Sion – Suíça, RB Leipzig e Hertha Berlim – Alemanha, além do Atlético de Madrid, da Espanha.
A relação com o surfe surgiu durante férias no Rio Grande do Norte. Em Baía Formosa, cidade famosa pelas ondas, o jogador conheceu o campeão mundial Ítalo Ferreira, com quem mantém amizade até hoje. Das brincadeiras nas praias potiguares nasceu o gesto que já virou marca registrada: após cada gol, Cunha simula a postura de um surfista equilibrado na prancha.
Segundo o atacante, a celebração é homenagem ao esporte que pratica nas horas vagas e uma forma de levar um pouco da atmosfera da praia para os gramados internacionais. O ritual se repetiu nos jogos do Mundial e chamou a atenção dos torcedores, consolidando a imagem do “artilheiro-surfista” da Seleção.

Imagem: Rafael Ribeiro
Com informações de Folha Vitória











