Pessoas que sofrem da Síndrome de Kleine-Levin podem passar até 20 horas por dia dormindo durante as crises, quadro que compromete estudos, trabalho e convívio social. A condição neurológica, considerada rara, costuma aparecer na adolescência e é marcada por episódios recorrentes de hipersonia intensa que duram dias ou semanas.
Reconhecimento difícil
A médica especialista em medicina do sono Jéssica Polese explica que o principal desafio é identificar a doença. Por existirem intervalos em que o paciente retorna à rotina normalmente, familiares e profissionais de saúde frequentemente confundem os sinais com questões emocionais, transtornos psiquiátricos ou comportamentos típicos da juventude.
Sintomas além do sono
Durante as crises, além do excesso de sono, os pacientes podem apresentar irritabilidade, apatia, desorientação, dificuldade de concentração, problemas de memória e episódios de hiperfagia — aumento abrupto do apetite. Mesmo quando acordam, muitos relatam lentidão mental e dificuldade para se comunicar ou realizar tarefas simples.
Diagnóstico por exclusão
Não há exame específico para confirmar a síndrome. O diagnóstico depende de avaliação clínica detalhada e da exclusão de outras doenças com sintomas semelhantes. Exames neurológicos, laboratoriais e estudos do sono fazem parte da investigação.

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Acompanhamento essencial
Embora não exista cura definitiva, o acompanhamento especializado ajuda a controlar manifestações, orientar pacientes e seus familiares e reduzir os impactos das crises. Polese reforça que episódios recorrentes de sonolência que interferem nas atividades cotidianas devem ser avaliados por um médico, já que o sintoma pode indicar diferentes enfermidades.
Com informações de Folha Vitória












