A fabricante de chips de inteligência artificial Groq confirmou, nesta segunda-feira (22), uma nova rodada de financiamento de US$ 650 milhões. O aporte chega cerca de seis meses depois de a Nvidia firmar um contrato de licenciamento não exclusivo para a tecnologia da Groq e contratar o fundador e então CEO Jonathan Ross, o presidente Sunny Madra e outros funcionários.
O novo valor de mercado da empresa não foi divulgado. A última avaliação conhecida chegou a US$ 6,9 bilhões, em setembro, quando a companhia arrecadou US$ 750 milhões.
Origem e mudança de comando
Jonathan Ross, ex-Google e um dos criadores do Tensor Processing Unit (TPU) da gigante das buscas, fundou a Groq há dez anos ao lado do também engenheiro Doug Wightman. Após a saída de Ross para a Nvidia, Wightman permaneceu na empresa e assumiu o cargo de CEO.
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Do LPU ao foco em nuvem
A Groq desenvolveu o Language Processing Unit (LPU), chip voltado a inferência, oferecido como serviço em nuvem ou em clusters locais. Com o IP agora licenciado à Nvidia, a rival apresentou, em março, o sistema de hardware para inferência Nvidia Groq 3 LPX durante a conferência GTC.
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Sem o controle exclusivo do LPU, a Groq passou a concentrar esforços no negócio neocloud. A unidade, adquirida ao comprar a empresa de análise de dados Definitive Intelligence em 2024, opera 13 data centers na América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico. Segundo a companhia, mais de cinco milhões de desenvolvedores e milhares de empresas de IA utilizam a infraestrutura, que processa trilhões de tokens por semana.
Novos executivos
A reestruturação inclui contratações de alto escalão. Alan Rice, ex-xAI e Meta e com carreira anterior na Marinha dos Estados Unidos, é o novo diretor de operações (COO). Sinclair Schuller assume como diretor de tecnologia (CTO) e Rakesh Malhotra, como diretor de produto (CPO); ambos fundaram a provedora de software corporativo Apprenda e, depois, a consultoria de engenharia Nuvalence, adquirida pela EY em 2024. Malhotra também atuou por quase dez anos no desenvolvimento de produtos de nuvem da Microsoft.
Com a injeção de capital e a equipe recomposta, a Groq concentra-se em manter a competitividade do serviço de inferência em nuvem em um mercado que segue aquecido e cada vez mais disputado.
Com informações de TechCrunch






