Suspeito de matar duas ex-companheiras no Espírito Santo volta a ser réu por feminicídio

Vitória (ES) – A Polícia Civil concluiu o inquérito que aponta Alex Almeida de Barros, 48 anos, como autor do assassinato de Rose Mary Morselli Ayala, 58, ocorrido em maio deste ano. O mesmo homem já havia sido condenado em 2020 pelo homicídio da comerciante Euzineia Loyola Baptista, 50, com quem também mantinha relacionamento.

Primeiro crime: morte de Euzineia em 2020

Euzineia foi encontrada sem vida em uma piscina de um sítio da família em Anchieta, litoral sul capixaba. Perícia anexada ao processo indica que ela foi estrangulada com um fio de energia e, ainda viva, arremessada na água, morrendo por afogamento.

Segundo parentes, ela havia desaparecido após reatar o noivado com Alex. Questionado pela família, o suspeito alegou tê-la deixado em um ponto de ônibus. Incoerências nos relatos motivaram buscas de vizinhos, que localizaram o corpo sob uma lona.

Alex acabou condenado a 12 anos de prisão. Não houve enquadramento por feminicídio nem pelo estrangulamento, apenas pelo homicídio. Depois de cumprir cinco anos em regime fechado, ele obteve liberdade em setembro de 2023. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) requereu novo júri, ainda sem data marcada.

Segundo crime: desaparecimento e morte de Rose Mary em 2024

Logo após deixar a prisão, Alex iniciou relacionamento com Rose Mary, que vivia momento de vulnerabilidade emocional, segundo familiares. O casal permaneceu junto por cerca de seis meses até o desaparecimento da vítima, em maio.

Mensagens enviadas do telefone dela e uma fotografia adulterada levantaram suspeitas. No mesmo dia em que a família registrou boletim de ocorrência, descobriu o histórico criminal do companheiro.

Investigações apontam motivação financeira: Rose Mary havia vendido um imóvel e o suspeito teria tomado conhecimento da quantia recebida. Alex fugiu para Rio Casca, em Minas Gerais, onde foi capturado. Durante a prisão, tentou atear fogo ao próprio corpo e se refugiou em mata próxima, sendo hospitalizado sob escolta antes da transferência para o sistema prisional.

Com a conclusão do inquérito, o MPES denunciou o investigado por feminicídio. Ele permanece detido aguardando julgamento.

Com informações de Folha Vitória

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