A General Motors ultrapassou a marca de 5 milhões de veículos montados em seu complexo industrial de Gravataí, no Rio Grande do Sul. O carro que puxou o contador para o novo patamar foi um Chevrolet Sonic, modelo incluído na linha após o ciclo de investimentos de R$ 1,2 bilhão anunciado em 2024.
Inaugurada em 2000, a fábrica completa 26 anos de operação e foi a primeira unidade da companhia fora do estado de São Paulo. Concebido no formato de condomínio industrial, o complexo abriga hoje 13 fornecedores e um operador logístico na mesma área, o que reduz etapas e tempo de produção.
Com capacidade para 330 mil veículos ao ano, a planta concentra processos de estamparia, produção de componentes em polímeros, funilaria, pintura e montagem final. Segundo a GM, Gravataí figura entre as unidades com melhor desempenho global em seus indicadores internos.
A trajetória inclui marcos de 500 mil unidades produzidas em menos de cinco anos, 1 milhão em oito anos e 3,5 milhões em 2018. Desde então, a fábrica passou por atualização voltada à Indústria 4.0, incorporando sistemas automatizados, robôs e ferramentas de inteligência artificial; mais de 100 aplicações foram desenvolvidas pela equipe local.
Modelos como Celta, Prisma, Onix e Onix Plus já saíram das linhas de Gravataí. A chegada do novo Sonic foi possível graças ao pacote de modernização de 2024, voltado a renovar o portfólio e ampliar a capacidade tecnológica.
Certificações e sustentabilidade
A unidade gaúcha foi a primeira da GM a receber o selo Zero Aterro, garantindo reciclagem total de resíduos industriais. O complexo também possui as certificações ISO 9001, ISO 14001 e trabalha na implementação da ISO 50001 para gestão de energia. As emissões de carbono de escopo 1 caíram mais de 68%.
Reconhecimentos incluem o certificado Gold do Wildlife Habitat Council e o prêmio Energy Star Challenge, entregue em 2023 pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

Imagem: Internet
Aporte total de R$ 6 bilhões
Desde 2000, a GM investiu cerca de R$ 6 bilhões em Gravataí. O montante abrange o aporte inicial de R$ 1,1 bilhão para o Celta, R$ 240 milhões em 2006 para o Prisma, R$ 1,4 bilhão entre 2010 e 2012 para o Onix, R$ 1,9 bilhão em 2019 para modernizar as linhas do Onix e Onix Plus e, mais recentemente, R$ 1,2 bilhão em 2024, que pavimentou a produção do Sonic.
Para Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul, o volume de 5 milhões de veículos “traduz a evolução tecnológica e produtiva construída ao longo de 26 anos”, preparando a planta para os próximos ciclos de transformação.
Além da produção industrial, o complexo mantém projetos sociais por meio do Instituto GM, com iniciativas em educação, proteção climática e inclusão voltadas aos empregados e à comunidade local.
Com informações de CarBlog










