O avanço da idade de pessoas com deficiência e de seus cuidadores coloca em evidência a necessidade de ampliar redes de apoio e de reforçar políticas públicas de longo prazo. Especialistas e entidades do setor alertam que, em muitas famílias, a responsabilidade pelo cuidado recai sobre um único parente, geralmente pai ou mãe, o que acentua dúvidas sobre a continuidade da assistência quando esses responsáveis envelhecem.
Com o passar dos anos, a rotina de deslocamentos, acompanhamento de terapias e tarefas diárias provoca sobrecarga física e emocional nos cuidadores. Esses impactos, segundo profissionais da área, demandam serviços especializados que garantam tanto a autonomia da pessoa com deficiência quanto a proteção de quem presta o suporte.
Iniciativas federais
Para enfrentar esse cenário, o governo federal tem anunciado medidas. Em 2026, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lançou ações voltadas à defesa dos direitos da população idosa e ao monitoramento de situações de vulnerabilidade. Na mesma linha, o Ministério da Saúde instituiu um programa nacional de atenção domiciliar destinado a idosos com limitações funcionais.
Outra frente é a Rede de Proteção aos Direitos da Pessoa Idosa, criada para articular União, estados e municípios na oferta de serviços. De acordo com especialistas, a integração entre diferentes esferas pode facilitar o planejamento de cuidados de longo prazo em núcleos familiares que convivem simultaneamente com deficiência e envelhecimento.
Demandas do setor
Entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência defendem que essa etapa da vida seja contemplada de forma explícita nas políticas de inclusão. As reivindicações incluem atendimento domiciliar, orientação às famílias, ampliação de serviços de apoio e mecanismos que garantam segurança a cuidadores e assistidos ao longo do tempo.

Imagem: Canva
Entre as organizações que acompanham o tema está a Federação das Apaes do Estado do Espírito Santo (Feapaes-ES), que reúne 41 filiadas e atende mais de 10 mil pessoas com deficiência intelectual e múltipla no estado.
Enquanto o debate avança, famílias e especialistas ressaltam que a construção de uma rede sólida de proteção social é crucial para assegurar qualidade de vida tanto às pessoas com deficiência que alcançam a velhice quanto aos cuidadores que envelhecem junto com elas.
Com informações de Folha Vitória













