A crescente adoção de ferramentas de Inteligência Artificial no Brasil esbarra em uma lacuna: a maioria dos profissionais que já utiliza a tecnologia não consegue demonstrar, na prática, domínio técnico, responsabilidade ou conhecimento legal sobre o tema. Para enfrentar esse desafio, o professor Carlos Ricardo Bifi, doutor em Educação Matemática pela PUC-SP e pesquisador em governança de IA, elaborou o modelo LIA (Letramento em Inteligência Artificial).
O LIA organiza as competências em cinco dimensões:
- Instrumental – avalia entendimento sobre capacidades, limitações e integração das ferramentas ao fluxo de trabalho;
- Crítica – mede a habilidade de questionar resultados e identificar vieses;
- Ético-legal – exige conhecimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Projeto de Lei 2.338/2023;
- Criativa – verifica o uso da IA para explorar soluções inéditas;
- Social – considera o impacto das decisões automatizadas em comunidades.
Para tornar o letramento comprovável, o professor propôs o CLIA (Certificado de Letramento em IA), dividido em quatro níveis de competência, do básico ao especializado. A lógica segue modelos já consolidados em exames de proficiência de idiomas, permitindo a organizações e profissionais atestar publicamente seu grau de fluência em IA.
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A iniciativa ganha relevância à medida que o Brasil avança na elaboração de um marco regulatório para Inteligência Artificial. Empresas com equipes certificadas tendem a estar mais preparadas para cumprir exigências legais e de governança quando as novas normas entrarem em vigor.

Imagem: Internet
Com informações de Folha Vitória













