A crescente adoção de ferramentas de Inteligência Artificial no Brasil esbarra em uma lacuna: a maioria dos profissionais que já utiliza a tecnologia não consegue demonstrar, na prática, domínio técnico, responsabilidade ou conhecimento legal sobre o tema. Para enfrentar esse desafio, o professor Carlos Ricardo Bifi, doutor em Educação Matemática pela PUC-SP e pesquisador em governança de IA, elaborou o modelo LIA (Letramento em Inteligência Artificial).

O LIA organiza as competências em cinco dimensões:

Para tornar o letramento comprovável, o professor propôs o CLIA (Certificado de Letramento em IA), dividido em quatro níveis de competência, do básico ao especializado. A lógica segue modelos já consolidados em exames de proficiência de idiomas, permitindo a organizações e profissionais atestar publicamente seu grau de fluência em IA.

A iniciativa ganha relevância à medida que o Brasil avança na elaboração de um marco regulatório para Inteligência Artificial. Empresas com equipes certificadas tendem a estar mais preparadas para cumprir exigências legais e de governança quando as novas normas entrarem em vigor.

Com informações de Folha Vitória

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com