Um incidente envolvendo um macaco-prego ocorreu no Parque Ecológico de Maracajá, localizado no Sul de Santa Catarina, onde um visitante agrediu o animal com um tapa. O ato de violência foi registrado em vídeo e posteriormente denunciado à Polícia Militar Ambiental (PMA), que agora busca identificar o autor.
As imagens, que foram divulgadas nas redes sociais pelo biólogo Victor Michels, fundador do Instituto Marakinho, mostram o indivíduo atraindo o macaco antes de desferir o tapa. O vídeo chamou atenção e começou a circular na internet na segunda-feira (10).
A PMA informou que a agressão pode ter ocorrido há aproximadamente dois meses, embora a data exata ainda não tenha sido confirmada. As investigações iniciais indicam que a gravação estava em circulação por mais de um mês antes de ser oficialmente denunciada.
A capitã Brianna Tosetto de Souza, da PMA, ressaltou a importância de identificar o homem que aparece no vídeo. “Precisamos verificar quem é essa pessoa, descobrir se é um turista ou alguém da região. Vamos conversar com a administração do parque para entender melhor a situação e tentar localizar o responsável”, disse.
Conforme a capitã, o tempo entre a gravação e a denúncia pode complicar a identificação do agressor. A equipe da PMA está empenhada em descobrir a origem do vídeo e a coletar informações relevantes.
A administração do Parque Ecológico de Maracajá afirmou que está colaborando com a investigação e forneceu imagens das câmeras de segurança à PMA. Jairo Pedro da Silva, diretor de Meio Ambiente do parque, enfatizou que o local possui sinalizações que orientam os visitantes sobre a conduta adequada. “Infelizmente, existem aqueles que não respeitam essas orientações. Agredir um animal silvestre dentro de uma área protegida é inaceitável”, comentou.
A PMA, neste momento, se concentra na identificação do responsável e na avaliação das possíveis consequências legais, tanto na esfera ambiental quanto criminal. Caso a investigação se torne mais complexa, o caso poderá ser transferido para a Polícia Civil.
De acordo com a capitã, se a identidade do agressor for estabelecida, poderá ser iniciado o processo relativo ao crime ambiental, conforme estipulado no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998, que aborda maus-tratos a animais.
A Prefeitura de Maracajá, ciente do incidente, já repassou as imagens às autoridades competentes para a devida investigação. Além disso, o município anunciou a intensificação das ações de fiscalização e orientação aos visitantes do parque.
A administração municipal condenou o ato de maus-tratos contra o animal silvestre e reafirmou seu compromisso com a proteção da fauna e a aplicação da legislação ambiental. A prefeitura também disponibilizou canais de comunicação, como a Ouvidoria Geral do Município, para receber denúncias que possam auxiliar na investigação, assegurando a confidencialidade das informações.








