A dona de casa Mirella Ramos Monteiro, tutora do pitbull Ragnar, relatou que seu animal foi ferido ao defender a família de uma onça parda em um condomínio localizado na Serra da Cantareira, em São Paulo. A principal preocupação da família foi a saúde do cachorro, que sofreu ferimentos graves durante o ataque e teve que passar por uma cirurgia, recebendo cerca de 35 pontos.
“A princípio, a gente só queria socorrê-lo, porque ele foi muito fiel, queríamos protegê-lo”, afirmou Mirella. Após o incidente, a família está assustada com a possibilidade de novos encontros com animais silvestres na região. “Estamos nos sentindo acuados, pois é uma situação que não sabemos como lidar”, acrescentou.
O condomínio onde residem está situado próximo a uma área de mata e preservação ambiental. Felipe Ramos, marido de Mirella, explicou que, no momento do ataque, a família não conseguiu identificar imediatamente o animal responsável pelos ferimentos de Ragnar. “Quando vi um cachorro todo machucado e percebi que o agressor era menor que ele, nossa preocupação foi proteger a todos e levar Ragnar para ajuda”, disse Felipe.
A confirmação de que se tratava de uma onça parda veio somente após a revisão de imagens de câmeras de segurança. Biólogos e veterinários analisaram as mordidas e confirmaram que o animal era um felino, o que deixou a família ainda mais alarmada. “A suspeita de um felino fez com que nos sentíssemos ainda mais inseguros”, comentou Felipe.
Os moradores do condomínio estão considerando a construção de um muro ao redor das propriedades, embora essa ideia enfrente dificuldades devido à área de preservação ambiental. A família também está avaliando a possibilidade de se mudar. “A ideia do condomínio é viver próximo à natureza, mas com segurança”, concluiu Mirella.
O biólogo Leandro Javarini alerta que, ao encontrar um animal silvestre como a onça parda, é crucial manter a calma. “Pedimos para as pessoas não entrarem em pânico, pois você é maior que o animal. Ele pode atacar por fome, para defender a ninhada ou se sentir ameaçado”, explicou o especialista.







