São Francisco (EUA) — A Prentis, laboratório de pesquisa em inteligência artificial cofundado por Ritankar Das, Reid Hoffman e Marc Pincus, mantém conversas para levantar aproximadamente US$ 100 milhões, operação que pode avaliar a empresa em cerca de US$ 1 bilhão, segundo duas pessoas a par das tratativas.
Foco em automação de tarefas de escritório
Lançada em abril, a Prentis desenvolve modelos capazes de aprender como profissionais utilizam aplicativos e sistemas corporativos, com o objetivo de criar agentes que controlem o computador e executem tarefas repetitivas sem intervenção humana. Entre os casos citados estão o processamento de sinistros de seguros e a automatização de exceções em reembolsos de tarifas aduaneiras.
Contratos e projeções financeiras
De acordo com as mesmas fontes, a startup já firmou contratos que podem chegar a US$ 50 milhões com clientes como uma organização de gestão de saúde, um fabricante industrial e empresas de bens de consumo e vestuário. Material para investidores projeta receita anualizada estimada de US$ 75 milhões até o terceiro trimestre deste ano, cifra baseada em taxas equivalentes a 20% da economia gerada para os clientes e condicionada ao desempenho dos projetos.
Desempenho do modelo Hive-32B
A companhia afirma que seu modelo Hive-32B supera concorrentes — entre eles GPT-5.4, da OpenAI, e Claude Opus 4.6, da Anthropic — em dois testes específicos: WindowsAgentArena, que avalia a conclusão de tarefas em aplicativos reais do Windows, e ScreenSpot-v2, que mede a precisão na localização de controles na tela. A Prentis também sustenta que o custo por tarefa é cerca de dez vezes inferior ao de APIs de “modelos de fronteira”. Os resultados não foram verificados de forma independente.
Mercado acirrado
Empresas como Anthropic, OpenAI e a Thinking Machines, de Mira Murati, também correm para lançar agentes de uso geral em computadores. A Anthropic, inclusive, adquiriu a Vercept, startup de automação de telas, no início do ano.
Perfis dos fundadores
O CEO Ritankar Das, 31 anos, criou a holding Titan em 2014 após deixar um doutorado em IA em Cambridge. A Titan controla negócios como a Tala Health, que captou US$ 100 milhões em rodada semente em 2025, a Forta Health, que levantou US$ 55 milhões em 2024, e a Dascena, vendida à CirrusDx em 2022.

Imagem: Getty
Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn e sócio da Greylock, deixou o conselho da Microsoft no mês passado para se dedicar à Manas AI, focada em descoberta de medicamentos. Já Marc Pincus, fundador da Zynga, dirige o fundo Reinvent Capital e lançou recentemente a autobiografia “Life at the Speed of Play”.
Equipe e resposta da empresa
Segundo o site da Prentis, a equipe ultrapassa 25 funcionários, incluindo ex-pesquisadores de OpenAI, Google DeepMind, Meta, Tencent e Alibaba. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário.
Com informações de TechCrunch











