O investidor de venture capital Jeremy Levine encontrou uma forma inusitada de desencorajar a transcrição automática de reuniões virtuais. Segundo reportagem do Wall Street Journal citada pelo TechCrunch, o executivo passou a entrar em chamadas do Zoom com o nome “Jeremy Levine I do not consent to transcribing or recording” (“Jeremy Levine Eu não autorizo transcrever ou gravar”). A tática foi revelada em 17 de julho de 2026, data da publicação da matéria original.
A iniciativa de Levine ocorre em meio à popularização de aplicativos e dispositivos de anotações baseados em inteligência artificial, que gravam e transcrevem conversas de maneira quase contínua. O próprio TechCrunch já listou algumas dessas ferramentas em matérias anteriores.
Gravação como regra
O também investidor Eric Bahn afirmou ao jornal que hoje assume, por padrão, que qualquer reunião com fundadores será gravada, mesmo antes de ver um celular sendo colocado sobre a mesa. Já uma empreendedora contou que registra a maior parte de seus primeiros encontros românticos usando o app Granola e depois envia a transcrição para o Claude, a fim de avaliar se foi suficientemente envolvente ou empática — além de checar quem falou mais.
Impacto social e legal
Para Levine, a prática de gravação constante é um comportamento socialmente inaceitável que pode “matar” conversas espontâneas. Outros entrevistados apontaram ainda os riscos jurídicos envolvidos na criação de um arquivo massivo de áudios e textos.

Imagem: Getty
Há, por fim, a questão da utilidade: com tantos registros sendo produzidos, especialistas perguntam quem realmente dedica tempo para ler ou ouvir todo esse material, levantando o risco de que se crie um “aterro” de conversas arquivadas sem uso prático.
Com informações de TechCrunch













