Brick: peça magnética de US$ 59 promete cortar tempo de tela exigindo aproximação física do celular

24 de junho de 2026 — A startup Brick lançou um pequeno dispositivo magnético, do tamanho de uma caixa de fósforos, que pretende ajudar usuários de smartphones a reduzir o tempo de uso de aplicativos. Vendido por US$ 59, o acessório cinza integra um chip NFC que só permite a liberação de apps bloqueados quando o telefone é encostado fisicamente no aparelho.

O funcionamento é simples: o usuário define no aplicativo do Brick limites personalizados de tempo de tela. Quando a cota diária se esgota, os programas selecionados ficam inacessíveis. Para voltar a utilizá-los, é preciso tocar o celular no Brick — mesma lógica de um pagamento por aproximação. A exigência de levantar e procurar o objeto cria o “atrito” que muitos controles de software não conseguem oferecer.

Origem e objetivo

“Nossos celulares estavam interferindo na vida offline”, afirmou por e-mail o cofundador Zach Nasgowitz. “Procuramos soluções e não encontramos nada que funcionasse, então resolvemos criar.” O colega de equipe, TJ Driver, acrescentou que a proposta é “transformar a decisão de reabrir um aplicativo em um ato intencional, não em um reflexo inconsciente”.

Modos personalizados

Entre as funcionalidades, destaca-se o Sleep Mode, que pode ser programado para entrar em ação em horários definidos. Quando ativado, o telefone passa a bloquear todos os aplicativos, exceto aqueles previamente liberados — por exemplo, mensageiros ou tocadores de áudio. Há ainda um número limitado de “emergency unbricks” para situações em que o dono está fora de casa e precisa de aplicativos essenciais, como mapas ou serviços de transporte.

Público-alvo

Segundo os fundadores, o Brick atende quem quer diminuir o uso do smartphone sem recorrer a um celular “burro”. Um usuário relatou que o acessório transformou seu aparelho em algo “capaz de telefonar, enviar mensagens, tirar algumas fotos e usar KakaoTalk — perfeito”, sem abdicar de funções como pagamentos por aproximação ou aplicativos de autenticação exigidos pelo trabalho.

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Imagem: Internet

Para Driver, o movimento de controle de tempo de tela “não se trata de rejeitar tecnologia, mas de retomar a agência e usar o telefone de forma intencional”.

Com informações de TechCrunch

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