Nesta quinta-feira, 23 de julho, fiéis católicos recordam a memória de Santa Brígida da Suécia, religiosa que dividiu a vida entre a família, o serviço aos pobres e peregrinações por vários países da Europa.
Nascida em 1303, em Finsta, na Suécia, Brígida pertencia à aristocracia e recebeu sólida formação cristã. Aos 14 anos, aceitou, por decisão familiar, o casamento com Ulf Gudmarsson, então governador de um distrito sueco. Durante mais de 20 anos de união, o casal teve oito filhos e manteve rotina de oração e assistência a doentes, chegando a fundar um pequeno hospital e a seguir a Regra da Ordem Terceira Franciscana.
Em 1341, os dois peregrinaram a Santiago de Compostela, na Espanha. Pouco depois, Ulf adoeceu e se retirou para o mosteiro cisterciense de Alvastra, onde faleceu. Viúva, Brígida doou parte de seus bens e passou a dedicar-se integralmente à vida religiosa no mesmo mosteiro, relatando, a partir de então, intensas experiências místicas.
As mensagens que dizia receber foram compiladas em oito volumes intitulados Revelações, com reflexões sobre Cristo, a Virgem Maria, a situação da Igreja e os conflitos políticos de sua época. Embora acolha o testemunho da santa, a Igreja Católica não considera essas revelações complemento à fé oficial.
Devota da Paixão de Cristo, Brígida viajou a Roma em 1349 para buscar aprovação pontifícia para a Ordem do Santíssimo Salvador, mais tarde conhecida como Ordem de Santa Brígida ou das Brigidinas, fundada sobre oração, estudo e caridade. Ela permaneceu na cidade, adotou vida simples e chegou a pedir esmolas para sustentar iniciativas de apoio aos pobres.
Preocupada com a unidade da Igreja, a religiosa enviou cartas ao papa solicitando o retorno da sede pontifícia de Avinhão para Roma e apelou a governantes europeus pelo fim das hostilidades entre França e Inglaterra durante a Guerra dos Cem Anos. Entre as companheiras de missão esteve sua filha Catarina da Suécia, depois canonizada.

Imagem: Reprodução
Mesmo em idade avançada, Brígida continuou viajando. Perto dos 70 anos, realizou peregrinação à Terra Santa. De saúde debilitada, morreu em Roma em 23 de julho de 1373. Seus restos mortais foram levados por Catarina ao mosteiro de Vadstena, que se tornou centro da ordem fundada pela santa.
O papa Bonifácio IX a canonizou em 1391, e, em 1999, São João Paulo II declarou Santa Brígida co-padroeira da Europa, ao lado de Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein). Ela também é venerada como padroeira da Suécia, e a ordem religiosa que leva seu nome mantém presença em diversos países.
Com informações de Folha Vitória











