O Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) firmaram um memorando de entendimento que visa destinar R$ 5 bilhões ao combate ao crime organizado no país.
O anúncio foi realizado durante a Cúpula Regional de Segurança e Justiça, que ocorre em Brasília nos dias 5 e 6 de outubro.
No evento, o Brasil também assumiu a presidência rotativa da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento.
O presidente do BID, Ilan Goldfajn, destacou que os recursos serão utilizados em projetos em colaboração direta com os estados brasileiros. “O acordo proporcionará um espaço para abordar o crime organizado em conjunto com os estados. Serão disponibilizados até R$ 5 bilhões para essa finalidade e R$ 2 milhões para recuperação técnica em diversas áreas conforme as necessidades do ministério, dentro do Programa Brasil Contra o Crime Organizado”, afirmou Goldfajn.
Além disso, o presidente do BID anunciou um aumento no financiamento para projetos de segurança na América Latina e Caribe, que passará de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões. O valor anterior havia sido definido na Cúpula do ano passado, em Buenos Aires, com um prazo de três anos para utilização, mas 60% desse montante já foi gasto.
Goldfajn também mencionou a implementação de um sistema piloto para troca de antecedentes criminais entre países e para recuperação de ativos. Outro destaque foi a adesão da Interpol como parceira da Aliança, com o Brasil sendo o primeiro a se beneficiar dessa colaboração. “Estamos iniciando um investimento de 100 mil dólares em cooperação técnica para explorar essas oportunidades, incluindo capacitação de policiais e combate ao tráfico de drogas”, acrescentou.
Por fim, a Bolívia foi anunciada como o 23º país da América Latina e Caribe a integrar a Aliança.





