A culinária do Espírito Santo tem se consolidado como elemento central de preservação cultural e, ao mesmo tempo, motor econômico do estado. A avaliação é da chef e diretora do cerimonial Casa Vila, Gisa Holtz, que destaca o papel das refeições compartilhadas na manutenção de costumes familiares e comunitários.
Pratos que contam histórias
Receitas como a moqueca capixaba, preparada em panela de barro, e a torta capixaba, consumida tradicionalmente na Semana Santa, são apontadas pela chef como exemplos de alimentos capazes de despertar memórias afetivas e reforçar laços entre gerações.
Holtz lembra que a gastronomia local foi moldada por diferentes matrizes culturais. A influência italiana se faz presente nas massas artesanais e nos almoços de domingo em cidades como Santa Teresa. Já a herança pomerana aparece em festividades que reúnem parentes em torno de pratos passados de geração em geração.
Impacto econômico
Além de preservar a identidade regional, a comida contribui diretamente para o desempenho do turismo. Dados do IBGE em parceria com o Ministério do Turismo mostram que a receita turística capixaba cresceu 21% em 2024, alcançando R$ 563 milhões. O gasto médio dos visitantes chegou a R$ 2.118 por viagem.
O Sebrae-ES aponta que o conjunto de experiências ligadas à cultura local, especialmente as gastronômicas, tem atraído público e expandido o setor turístico. A busca por vivências autênticas e personalizadas fortalece iniciativas de restaurantes, chefs e produtores regionais.

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Convivência na mesa
Segundo Holtz, mesmo em um cenário de interações digitais, sentar-se à mesa continua sendo um ato de conexão humana. “As pessoas não procuram apenas uma refeição, e sim experiências que gerem acolhimento, pertencimento e memória”, afirma.
Para a chef, esse caráter agregador explica por que a gastronomia permanece no centro das comemorações capixabas e se converte em cartão de visita do estado.
Com informações de Folha Vitória











