A Deezer anunciou nesta quarta-feira (24) o Remix Lab, recurso que autoriza usuários a produzir versões alternativas de músicas com o consentimento dos artistas e detentores de direitos. A plataforma também confirma pagamento a cada streaming dos remixes criados.
Disponível dentro do aplicativo, o Remix Lab aparece em páginas de artistas selecionados. Segundo o chefe de produto Pierre Trochu, o serviço oferece ferramentas que ajustam tempo, adicionam reverberação e permitem transformações mais profundas, como mudança de gênero musical ou estilo, tudo sem recorrer a inteligência artificial.
Modelo diferente de concorrentes
Enquanto YouTube e Spotify investem em remixes gerados por IA — o primeiro já libera recursos de remixagem baseados em inteligência artificial e o segundo firmou parceria com a Universal Music Group para covers e remixes automatizados — a Deezer mantém postura contrária ao uso de IA em música. Recentemente, a empresa lançou um sistema que identifica faixas criadas por algoritmos em playlists de serviços como Spotify e Apple Music e exclui esse material de suas recomendações editoriais.
Lançamento inicial na França
Nesta fase, o Remix Lab pode ser usado somente na França. A Deezer planeja estender o recurso a outros países, mas ainda não definiu datas. Entre os artistas já disponíveis estão Céline Dion, Alain Souchon, Alonzo, Ronisia, Mosimann, Tiakola e Zaho.
Premiação para melhores versões
Usuários podem inscrever suas criações em concursos promovidos no Deezer Club. Os vencedores, a serem anunciados no início de setembro, terão as faixas incluídas em uma playlist dedicada, ganharão dois ingressos para um evento Deezer Purple Door e receberão produtos exclusivos do artista remixado.

Imagem: Internet
Para o CEO Alexis Lanternier, o novo recurso “aproxima fãs do processo criativo”, respeitando direitos autorais e incrementando a receita dos músicos envolvidos.
Com informações de TechCrunch













