São Francisco (EUA) – A investidora Tiffany Luck, sócia da New Enterprise Associates (NEA), afirmou que as corporações ainda tentam mensurar com precisão o retorno sobre os gastos em inteligência artificial (IA). A declaração foi feita no episódio do podcast Equity, do TechCrunch, publicado em 17 de junho de 2026.
Segundo Luck, o entusiasmo inicial pelo “tokenmaxxing” – prática que incentiva funcionários a explorar ao máximo os recursos de IA – levou várias companhias a extrapolar seus orçamentos. Um exemplo citado no programa foi o da Uber, que teria consumido a verba anual destinada à tecnologia em poucos meses. Outras empresas reduziram licenças do Claude, da Anthropic, enquanto a Meta encerrou um ranking interno que estimulava o uso intensivo de modelos generativos.
Para a sócia da NEA, a diferença entre a expectativa criada em torno da IA e os resultados financeiros concretos explica a cautela atual. “Estamos nesse ponto de fricção entre hype e retorno”, resumiu.
Agentes pessoais e estreias em bolsa
Durante a conversa com a apresentadora Rebecca Bellan, Luck também comentou o avanço dos agentes pessoais baseados em IA, que realizam tarefas em nome dos usuários. Ela vê “momentos mágicos” no consumo quando essas soluções amadurecerem.
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O episódio ainda abordou as aberturas de capital de empresas do setor, como a Anthropic, e o papel de startups que desenvolvem ferramentas para monitorar o retorno sobre o investimento em IA dentro de grandes organizações.

Imagem: Internet
Luck, que no passado convenceu clientes de que o comércio eletrônico era o futuro, afirma estar agora totalmente focada em identificar oportunidades geradas pela inteligência artificial.
Com informações de TechCrunch













