Esposas, mães, filhas e companheiras de internos do sistema prisional capixaba formaram uma rede informal de acolhimento, apelidada de “cunhadas”, para compartilhar informações e reduzir as dificuldades enfrentadas durante as visitas aos presídios.
O grupo surgiu à medida que essas mulheres esbarravam em longas filas, normas rígidas de vestimenta, trâmites de documentação e preconceito por manterem laços com pessoas privadas de liberdade. A iniciativa começou quando a empreendedora Simone Guerra precisou aprender sozinha as regras impostas aos visitantes e decidiu repassar o que descobria.
“Essa rede nasceu da necessidade que eu tive quando comecei a visitar e não sabia das normas, padrões de cores e medidas”, relatou Simone. Hoje, ela orienta outras visitantes “do começo ao fim”, para reduzir a ansiedade comum antes dos encontros.
Troca de experiências
A dona de casa Lilian Jéssika Ferreira Carvalho, que engravidou após a prisão do companheiro, encontrou apoio na rede. “Fui pesquisando e fazendo amizade com as meninas; elas foram me explicando como era”, contou.
Regras do sistema
De acordo com a Secretaria da Justiça (Sejus), todo visitante precisa de cadastro prévio. O subsecretário de Estado de Ressocialização, Eduardo Faria, explicou que o processo inclui análise documental e cumprimento de requisitos definidos pela administração penitenciária.

Imagem: Reprodução
Atualmente, cerca de 60 mil pessoas estão habilitadas para visitas sociais e íntimas no Espírito Santo. Os encontros ocorrem, em geral, a cada 15 dias e seguem protocolos de segurança. Entre as principais dúvidas estão as cores de roupas permitidas: tons usados pelos internos em diferentes regimes ou pelos servidores são vetados para evitar confusão de identificação.
A Sejus mantém um aplicativo oficial com orientações sobre cadastro, documentação exigida e normas de vestimenta, buscando reduzir incertezas e agilizar o acesso às informações.
Com informações de Folha Vitória











