BMW reduz projeção de lucro para 2026 após queda nas vendas na China

A BMW AG revisou para baixo, pela segunda vez no ano, suas projeções financeiras para 2026. O Conselho de Administração informou que a margem EBIT da divisão automotiva, antes estimada entre 4% e 6%, agora deve ficar entre 1% e 3%.

O grupo também espera uma “queda significativa” no lucro antes de impostos em relação a 2025 — anteriormente, a previsão era de recuo moderado. As entregas de veículos, previstas para se manter nos níveis de 2025 (2,464 milhões de unidades), passaram a ser projetadas com “leve diminuição”.

Três fatores pressionam resultados

China: a desaceleração do mercado local de automóveis de passeio se intensificou no segundo trimestre, afetando principalmente veículos com motor a combustão. Como a BMW depende fortemente do país para volume, o avanço das vendas na Europa e nos Estados Unidos não foi suficiente para compensar o recuo asiático.

Oriente Médio: segundo a empresa, o conflito na região elevou custos de energia e abalou a confiança de consumidores até em mercados distantes, fatores que encarecem a produção e pesam na demanda.

Custos estruturais: a montadora vai acelerar programas de eficiência, o que gerará um impacto negativo pontual no segundo semestre de 2026. A companhia destacou que esse ajuste será “material” para os resultados do ano.

Segundo trimestre mais fraco

A direção alertou que o segundo trimestre de 2026 apresentará queda “significativa” no lucro e no fluxo de caixa livre em comparação com igual período de 2025. Para todo o exercício, o fluxo de caixa livre da área automotiva deve superar 2,5 bilhões de euros.

Apesar do cenário adverso, permanecem inalterados o índice de distribuição de dividendos entre 30% e 40% do lucro atribuível aos acionistas da BMW AG e o programa de recompra de ações.

“Temos forte impulso de produtos: com a NEUE KLASSE, colocaremos nas ruas, nos próximos dois anos, o portfólio mais robusto da história da BMW. Ao mesmo tempo, vamos adaptar estruturas e processos ao forte declínio nas condições de mercado”, afirmou Milan Nedeljković, presidente do Conselho de Administração.

Com informações de BMWBLOG

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