O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, informou nesta segunda-feira (15) que o governo do Reino Unido pretende vetar o acesso de crianças e adolescentes com menos de 16 anos a redes sociais.
A medida, que pode entrar em vigor até a próxima primavera europeia, abrangerá plataformas como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X. Serviços de mensagens, entre eles WhatsApp e Signal, ficarão de fora da restrição.
O pacote também inclui limitações a aplicações de inteligência artificial. Chatbots românticos baseados em IA deverão restringir o uso a maiores de 18 anos.
Escopo inédito
Segundo o governo, o bloqueio será o mais amplo já adotado por qualquer país. A proposta coloca o Reino Unido na mesma direção de outras nações que buscam proteger crianças on-line. A Austrália foi a primeira a implementar uma regra semelhante no fim do ano passado, enquanto Canadá, França e Dinamarca desenvolvem iniciativas próprias.
Motivações
Durante entrevista coletiva, Starmer argumentou que as redes sociais contribuem para a infelicidade dos jovens, facilitam o bullying e podem prejudicar a saúde mental ao expor crianças a conteúdos potencialmente perigosos. O premiê citou ainda recursos como a rolagem infinita, projetada, segundo ele, para manter usuários conectados por horas.
O líder britânico afirmou que o tempo diante das telas estaria diminuindo atividades essenciais para o desenvolvimento infantil, como leitura, brincadeiras ao ar livre e a manutenção de horários regulares de sono.

Imagem: Getty
Consulta pública
A decisão foi precedida por uma consulta realizada pelo governo com pais, jovens e organizações da sociedade civil. Mais de 83% dos pais participantes consideraram que os riscos das redes sociais superam os benefícios.
Especialistas questionam a eficácia de uma proibição generalizada, mas Starmer declarou acreditar ser possível aplicá-la.
Com informações de TechCrunch







