O criador da Claude Code, Boris Cherny, afirmou na sexta-feira (22) que os “loops” de inteligência artificial representam o próximo grande salto no desenvolvimento de software. A declaração foi feita durante o @Scale, conferência promovida pela Meta.
Questionado por integrantes da plateia se os loops são apenas “mais um hype” ou algo concreto, Cherny foi direto: “Eles são reais”. Segundo ele, a evolução recente passou por três estágios: primeiro, desenvolvedores escreviam código manualmente; em seguida, agentes de IA passaram a produzir trechos de código; agora, agentes criam prompts para outros agentes, formando ciclos que não param de executar.
Agentes que nunca desligam
Durante a apresentação, por volta do minuto 32 do vídeo divulgado no YouTube, o engenheiro detalhou dois loops usados em seus próprios projetos:
- um agente que busca continuamente melhorias na arquitetura do software;
- outro que identifica abstrações duplicadas e sugere unificá-las.
Esses agentes enviam pull requests como qualquer desenvolvedor humano e permanecem ativos, já que o código é atualizado o tempo todo.
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Origem e custos do método
Loops não são novidade na computação: funções recursivas são ensinadas em cursos básicos de programação. A diferença, explica Cherny, é que nos loops agentivos o critério de parada não é determinístico; cabe a um subagente avaliar quando encerrar o ciclo.

Imagem: Internet
Entre os modelos mais simples, destacam-se soluções como o “Ralph Loop”, que resume o trabalho executado e verifica se o objetivo foi alcançado, evitando que o sistema “se perca” em tarefas muito longas.
A estratégia implica alto consumo de computação. Como esses ciclos rodam sem interrupção, o gasto com tokens cresce rapidamente. Ainda assim, dependendo da complexidade do problema e de mecanismos de controle de custos, Cherny sustenta que os ganhos podem compensar o investimento.
Com informações de TechCrunch













