São Francisco (EUA) – A Patronus AI anunciou nesta quinta-feira (25) uma rodada Série B de US$ 50 milhões destinada a expandir suas “mundos digitais”, ambientes simulados usados para submeter agentes de inteligência artificial a testes de estresse.
O aporte foi liderado pela Greenfield Partners e contou com a participação de Notable Capital, Lightspeed, Datadog e Samsung. Com o novo investimento, o total captado pela empresa chega a US$ 70 milhões.
Ambientes virtuais para cenários imprevisíveis
Fundada em 2023 pelos ex-pesquisadores da Meta AI Anand Kannappan e Rebecca Qian, a startup replica sites e sistemas internos em modelos que chama de digital world models. Nesses cenários, agentes de IA são avaliados após o treinamento por reforço, método que recompensa ações corretas e pune erros.
Segundo Glenn Solomon, diretor-gerente da Notable Capital, praticamente todos os principais laboratórios de IA de ponta, além de diversas startups emergentes, já utilizam as simulações da Patronus. A demanda é descrita por ele como “quase insaciável”.
A receita da empresa cresceu 15 vezes no último ano, impulsionando o interesse dos investidores.

Imagem: Internet
Do software à expansão para novas áreas
No momento, as simulações atendem tarefas de engenharia de software e finanças. “Hoje estamos focados em problemas verificáveis, mas há muitos outros que são difíceis de checar”, afirmou Kannappan. A meta é criar ambientes onde um agente possa operar por horas ou até semanas sem intervenção humana.
Para a Patronus, a principal concorrência vem de equipes internas dos próprios laboratórios que avaliam o comportamento dos agentes. Enquanto empresas de dados humanos, como Mercor e Surge, auxiliam no aprendizado por reforço, a Patronus se concentra em medir o desempenho dos agentes sem envolver pessoas no processo.
Com informações de TechCrunch










