Na quarta-feira, 12 de outubro, cinco indivíduos acusados de um ataque a tiros na Ilha do Príncipe, em Vitória, que resultou na morte de Maxwell Viana Sabino e deixou duas pessoas feridas, enfrentarão o júri popular.
Os réus são Geovani Andrade Bento, Felipe de Souza Oliveira, Thiago Guimarães, Thaian Silva de Almeida e Lucas Depolo Muniz. Enquanto os quatro primeiros estão detidos, Lucas, que é advogado, responde ao processo em liberdade.
De acordo com a investigação, os acusados têm ligação com o Primeiro Comando de Vitória e o ataque teria como objetivo expandir o controle da facção sobre o tráfico de drogas na área.
No dia do crime, os suspeitos armados com pistolas, espingardas e submetralhadoras dispararam contra um grupo rival de traficantes no bairro. Maxwell foi morto instantaneamente, enquanto outros dois homens conseguiram escapar do ataque.
As investigações revelaram que oito pessoas foram identificadas como suspeitas, sendo que três já foram julgadas e condenadas no ano anterior. O promotor de Justiça, Leonardo Augusto Cezar, expressou confiança na condenação dos cinco acusados, afirmando que as provas apresentadas são consistentes.
Os registros indicam que Geovani estava preso no momento do ataque e teria ordenado os homicídios de dentro da prisão. Lucas, como advogado, teria realizado visitas frequentes a Geovani, supostamente repassando ordens para os comparsas fora da cadeia.
Após o crime, a polícia prendeu alguns dos envolvidos, incluindo Felipe dos Santos Dantas, cujo celular continha evidências de atividades do tráfico e trocas de mensagens com Lucas sobre o estado de feridos da facção.
Lucas negou qualquer envolvimento com a facção, mas o promotor destacou a existência de provas que indicam sua participação nas comunicações entre os criminosos.
Os réus enfrentam acusações de homicídio e tentativas de homicídio em relação às outras vítimas do ataque.








