Os recentes ataques cibernéticos que afetaram os sites de Câmaras Municipais e prefeituras no Espírito Santo geraram preocupações sobre a segurança das informações internas dessas instituições. A questão central é se os hackers conseguiram acessar dados de servidores, funcionários ou cidadãos.
A Ágape Consultoria, responsável pela gestão dos portais, esclareceu que as invasões detectadas até o momento se restringiram aos sites. O diretor da empresa, Jerônimo Oliveira, afirmou que outros sistemas, como aqueles para tramitação de processos, não foram alvo de tentativas de invasão.
A empresa assegura que os dados permanecem intactos e que alguns portais foram temporariamente retirados do ar como precaução. A Polícia Civil, por sua vez, informou que as investigações estão em andamento, mas detalhes não podem ser divulgados no momento.
Jerônimo destacou que a Ágape opera em ambientes distintos, o que limitou os ataques apenas aos portais públicos, que contêm informações acessíveis ao público, como notícias e dados de transparência.
Em relação a dados sensíveis de servidores, como salários e benefícios, o diretor explicou que a empresa não gerencia sistemas de folha de pagamento ou gestão interna, ressaltando que os sistemas sob sua administração estão seguros.
A Câmara Municipal de Vitória também comunicou que seu site institucional é independente do banco de dados interno, garantindo que as informações administrativas estão em um ambiente separado com segurança reforçada, conforme as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Jackson Galvani, especialista em tecnologia, enfatizou que a alteração de um site não implica necessariamente acesso a bancos de dados internos. Ele sugeriu uma investigação completa para verificar a integridade das credenciais e a possibilidade de acesso a sistemas internos.
A Ágape iniciou uma investigação imediata e está elaborando um relatório forense para determinar a extensão dos ataques. Além disso, um boletim de ocorrência foi registrado para formalizar a situação.
A Câmara de Vitória está avaliando se a Ágape cumpriu suas obrigações contratuais de segurança, que incluem proteções contra invasões e backups regulares. A polícia continua a investigar, e até o momento, não há confirmação de que dados tenham sido acessados ou extraídos pelos invasores.








