Washington, 20 de abril de 2026 — A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) ordenou que a Blue Origin abra uma investigação interna após a aparente falha do estágio superior do foguete New Glenn registrada no domingo (19). Até a conclusão do inquérito, a empresa está impedida de realizar novos voos com o veículo.
A decisão pode comprometer o calendário da companhia, que planejava lançar até 12 missões adicionais do New Glenn ainda neste ano. Procurada, a Blue Origin não divulgou nota oficial nem respondeu a pedidos de comentário.
Terceiro voo do New Glenn
O problema ocorreu durante o terceiro lançamento do megafoguete. A decolagem começou de forma positiva: pela primeira vez, a Blue Origin reutilizou um propulsor do New Glenn e conseguiu recuperá-lo novamente em uma balsa no oceano.
Embora o feito represente avanço importante na meta de reutilização de estágios — capacidade hoje dominada apenas pela SpaceX —, a missão principal era colocar em órbita um satélite de comunicações da AST SpaceMobile. O propulsor se separou corretamente, mas, pouco depois, algo deu errado com o segundo estágio.
Satélite considerado perdido
Em comunicado divulgado no domingo, a AST SpaceMobile informou que o satélite foi inserido em uma órbita significativamente mais baixa que a prevista. A empresa considera o equipamento irrecuperável e permitirá que ele reentre na atmosfera e se desintegre.
A operadora afirmou possuir seguro que cobre o prejuízo e disse ter outros satélites quase concluídos, prontos para lançamento em poucas semanas. A AST SpaceMobile mantém contratos com diferentes fornecedores de lançamentos. Na manhã desta segunda-feira (20), as ações da companhia chegaram a cair mais de 10%, com leve recuperação posteriormente.

Imagem: Internet
Impacto em projetos futuros
Além dos compromissos comerciais, a falha coloca em risco iniciativas estratégicas da Blue Origin, como o desenvolvimento de um módulo lunar que integra os planos da NASA e do governo dos EUA para levar novamente astronautas à superfície da Lua.
A empresa também busca a certificação do New Glenn junto à Força Espacial norte-americana para missões de segurança nacional. O órgão não comentou o incidente até o momento.
Não há prazo definido para a conclusão da investigação da FAA.
Com informações de TechCrunch







