Vitória – A partir de 1º de maio de 2026, o mamão produzido no Espírito Santo passará a entrar na União Europeia sem qualquer imposto de importação. A isenção imediata está prevista no Acordo Mercosul-UE e coloca a fruta capixaba em posição de vantagem frente a concorrentes de fora do bloco sul-americano.
Mercado em expansão
Em 2025, o mamão do Espírito Santo alcançou 43 países e gerou receita de US$ 32,3 milhões, o maior valor já registrado pelo estado. Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha e Países Baixos responderam pela maior parte das compras europeias.
Tarifa zero já no primeiro ano
Atualmente, a UE aplica alíquotas que variam de 4% a 14% sobre a fruta, dependendo do período de entrada. Pelo tratado, o mamão foi classificado como “categoria zero”, o que garante eliminação total da tarifa logo no primeiro ano, sem fase de transição.
Liderança capixaba
O Espírito Santo concentra 38,5% da produção nacional de mamão, com destaque para municípios do norte e noroeste: Linhares, Aracruz, Sooretama, São Mateus e Jaguaré (variedade Solo) e Pinheiros, Pedro Canário e Conceição da Barra (variedade Formosa).
O estado mantém acesso privilegiado aos EUA graças ao System Approach, protocolo fitossanitário que garante ausência de pragas quarentenárias. Com esse sistema, o ES é o único estado brasileiro autorizado a vender mamão ao mercado norte-americano.
Concorrência acirrada
Apesar da liderança, o Rio Grande do Norte superou o Espírito Santo em janeiro de 2026, exportando 1,81 mil toneladas contra volume menor dos capixabas no mesmo mês. O estado nordestino tem ampliado área plantada, adotado tecnologia fitossanitária e mira o mesmo mercado europeu.

Imagem: Internet
Exigências do consumidor europeu
Em 2025, a União Europeia respondeu por 13,5% das exportações totais capixabas, somando US$ 1,41 bilhão. Para manter e ampliar espaço nas prateleiras, produtores precisam oferecer rastreabilidade, certificações e fornecimento regular – requisitos já atendidos pelo setor no Espírito Santo, mas que exigem manutenção constante diante da nova concorrência.
Com a tarifa zerada e a demanda europeia por frutas tropicais em alta, a competitividade passará a depender principalmente de volume, qualidade e consistência de entrega.
Com informações de Folha Vitória






